- Segundo João Paulo II, não é possível falar de «conquistas sociais» quando estas não levam em conta os direitos fundamentais da pessoa humana, começando por sua vida.
Foi o que declarou o pontífice ao receber esta sexta-feira as cartas credenciais do novo embaixador da Espanha ante a Santa Sé, Jorge Dezcallar de Mazarredo, em um discurso no qual abordou alguns dos temas suscitados pelo programa do novo governo espanhol.
Em seu discurso, o pontífice manifestou «a incoerência de certas tendências de nosso tempo que, enquanto por um lado engrandecem o bem-estar das pessoas, por outro podam a raiz de sua dignidade e seus direitos mais fundamentais, como ocorre quando se limita ou instrumentaliza o direito fundamental à vida, como é o caso do aborto».
«Proteger a vida humana é um dever de todos, pois a questão da vida e de sua promoção não é prerrogativa somente dos cristãos, mas pertence a toda consciência humana que aspira à verdade e se preocupa pela sorte da humanidade», afirmou.
«Os responsáveis públicos, enquanto defensores dos direitos de todos, têm a obrigação de defender a vida, em particular a dos mais fracos e indefesos», sublinhou.
«As verdadeiras “conquistas sociais” são as que promovem e tutelam a vida de cada um e, ao mesmo tempo, o bem comum da sociedade», continuou dizendo o bispo de Roma.
«Neste campo se dão algumas mal chamadas “conquistas sociais”, que o são na realidade só para alguns, às custas do sacrifício de outros, e que os responsáveis públicos deverão considerar com mais preocupação e alarme», indicou.
O ministro de Justiça do governo socialista espanhol, Juan Fernando López Aguilar, anunciou há algumas semanas que seu departamento impulsionará ao longo da legislatura reformas para permitir o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo e para ampliar a permissão do aborto legal.
O pontífice tocou também no tema da família para reivindicar que «seus direitos são primários».
«Entre tais direitos --declarou-- não se há de esquecer o de nascer e crescer em um lar estável, onde as palavras pai e mãe possam ser ditas com alegria e sem engano».
«Desta forma prepara-se também os pequeninos a abrirem-se confiantemente à vida e à sociedade, que se beneficiará em seu conjunto se não cede a certas vozes que parecem confundir o matrimônio com outras formas de união completamente diversas, quando não contrárias ao mesmo, ou que parecem considerar os filhos como meros objetos para a própria satisfação», denunciou.
O pontífice defendeu por último ante o representante do governo espanhol «o direito e o dever» das famílias a «educar os filhos, fazendo isso de acordo com suas próprias convicções morais e religiosas, pois a formação integral não pode evitar a dimensão transcendente e espiritual do ser humano».
«Neste contexto propõe-se o papel das instituições educativas vinculadas à Igreja, que contribuem ao bem comum, assim como tantas outras que em diversos âmbitos prestam também um serviço aos cidadãos, com freqüência aos menos favorecidos», reconheceu o Papa.
«Tampouco se deve desvalorizar o ensino da religião católica nas instituições estatais, baseado precisamente no direito das famílias que o solicitam, sem discriminações nem imposições», indicou.
Uma das primeiras decisões do governo do Partido Socialista Trabalhador Espanhol (PSOE), cujo primeiro-ministro é José Luis Rodríguez Zapatero, foi a de suspender a aplicação da lei de Qualidade (LOCE) educativa que, entre outras coisas, buscava oferecer um reconhecimento acadêmico à matéria de Religião.
Os temas enfrentados com o novo embaixador espanhol pelo Papa preparam a audiência que concederá a Rodríguez Zapatero no próximo 21 de junho no Vaticano. O Santo Padre também receberá em 28 de junho os príncipes de Astúrias recém-casados, dom Felipe de Borbón e sua esposa Letícia Ortiz Rocasolano.
Foi o que declarou o pontífice ao receber esta sexta-feira as cartas credenciais do novo embaixador da Espanha ante a Santa Sé, Jorge Dezcallar de Mazarredo, em um discurso no qual abordou alguns dos temas suscitados pelo programa do novo governo espanhol.
Em seu discurso, o pontífice manifestou «a incoerência de certas tendências de nosso tempo que, enquanto por um lado engrandecem o bem-estar das pessoas, por outro podam a raiz de sua dignidade e seus direitos mais fundamentais, como ocorre quando se limita ou instrumentaliza o direito fundamental à vida, como é o caso do aborto».
«Proteger a vida humana é um dever de todos, pois a questão da vida e de sua promoção não é prerrogativa somente dos cristãos, mas pertence a toda consciência humana que aspira à verdade e se preocupa pela sorte da humanidade», afirmou.
«Os responsáveis públicos, enquanto defensores dos direitos de todos, têm a obrigação de defender a vida, em particular a dos mais fracos e indefesos», sublinhou.
«As verdadeiras “conquistas sociais” são as que promovem e tutelam a vida de cada um e, ao mesmo tempo, o bem comum da sociedade», continuou dizendo o bispo de Roma.
«Neste campo se dão algumas mal chamadas “conquistas sociais”, que o são na realidade só para alguns, às custas do sacrifício de outros, e que os responsáveis públicos deverão considerar com mais preocupação e alarme», indicou.
O ministro de Justiça do governo socialista espanhol, Juan Fernando López Aguilar, anunciou há algumas semanas que seu departamento impulsionará ao longo da legislatura reformas para permitir o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo e para ampliar a permissão do aborto legal.
O pontífice tocou também no tema da família para reivindicar que «seus direitos são primários».
«Entre tais direitos --declarou-- não se há de esquecer o de nascer e crescer em um lar estável, onde as palavras pai e mãe possam ser ditas com alegria e sem engano».
«Desta forma prepara-se também os pequeninos a abrirem-se confiantemente à vida e à sociedade, que se beneficiará em seu conjunto se não cede a certas vozes que parecem confundir o matrimônio com outras formas de união completamente diversas, quando não contrárias ao mesmo, ou que parecem considerar os filhos como meros objetos para a própria satisfação», denunciou.
O pontífice defendeu por último ante o representante do governo espanhol «o direito e o dever» das famílias a «educar os filhos, fazendo isso de acordo com suas próprias convicções morais e religiosas, pois a formação integral não pode evitar a dimensão transcendente e espiritual do ser humano».
«Neste contexto propõe-se o papel das instituições educativas vinculadas à Igreja, que contribuem ao bem comum, assim como tantas outras que em diversos âmbitos prestam também um serviço aos cidadãos, com freqüência aos menos favorecidos», reconheceu o Papa.
«Tampouco se deve desvalorizar o ensino da religião católica nas instituições estatais, baseado precisamente no direito das famílias que o solicitam, sem discriminações nem imposições», indicou.
Uma das primeiras decisões do governo do Partido Socialista Trabalhador Espanhol (PSOE), cujo primeiro-ministro é José Luis Rodríguez Zapatero, foi a de suspender a aplicação da lei de Qualidade (LOCE) educativa que, entre outras coisas, buscava oferecer um reconhecimento acadêmico à matéria de Religião.
Os temas enfrentados com o novo embaixador espanhol pelo Papa preparam a audiência que concederá a Rodríguez Zapatero no próximo 21 de junho no Vaticano. O Santo Padre também receberá em 28 de junho os príncipes de Astúrias recém-casados, dom Felipe de Borbón e sua esposa Letícia Ortiz Rocasolano.
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