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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Tomei a decisão de reciclar minha vida


Hoje acordei e fui refletir sobre o tema da semana no programa que é “Coleta Seletiva”. Percebi que minha vida é um lixo. Nossa! Que impacto! Um lixo? Sim. Lixo orgânico (vivo), material a ser reciclado.
Tomei a decisão de reciclar minha vida. Vasculhando o baú de recordações e o labirinto da memória, tive uma grata surpresa: tomei conhecimento de que os incontáveis objetos que por mim foram descartados, por julgá-los sem serventia, muitos deles ainda se encontravam intactos. Tão perfeitamente conservados que poderiam ser reutilizados, se assim quisesse. Reencontrei sentimentos antigos. Recuperei sonhos e metas. Não encontrei algumas pessoas e vi que realmente tinha perdido outras.
Estranho revirar o lixo… É assustador descobrir que tomava coca-cola com café para não dormir enquanto estudava para o vestibular; que curtia comer farinha de milho com café enquanto assistia televisão. Que fazia cabanas com folhas de bananeira e me achava grande. Que colecionava figurinhas e jogava “tapão”. Que caí do pé de amora e chorava com medo de minha mãe saber… porém, a marca na testa está aqui para quem quiser ver.
Fico espantado ao lembrar o dia em que resolvi beber vinho com a galera e parei só quando estava imerso em meu vômito e sem memória de quem eu era e onde estava.
Lembrar infância, adolescência e me perceber Jovem… fazendo uma releitura da vida como lixo… E tece Cristão.
Hoje posso rir de mim mesmo, selecionar o que posso e reciclar o que Deus quer. Minha vida, experiências e lutas…choro e sorriso… erros e acertos… Nada se perde! É lixo orgânico que hoje se torna adubo para fertilizar meu chão cristão!
Posso reescrever minha história, posso olhar para frente sem descartar o passado… Sou gente, sou homem sendo formado.
Quero oferecer minha vida, que ora cai no chão de outros, penetra e faz crescer sementes.
Minha vida nas mãos de Deus é adubo… É fertilizante…
Adriano Gonçalves
http://blog.cancaonova.com/revolucaojesus

sábado, 16 de julho de 2011

Contra a traição não há vacina, só antídoto


Quem ama perdoa, supera e segue em frente
Confiança é um artigo raro no “mercado” atual. Fomos condicionados a desconfiar de tudo e de todos, acreditando que todos são suspeitos até que se prove o contrário. O pior é quando lutamos, ultrapassamos essa ideologia e acabamos decepcionados pelas pessoas. Voltamos à estaca zero e, agora, voltar a confiar em alguém é muito mais difícil.
Isso se complica muito mais quando falamos de amizade. Um amigo é aquele que é nosso aliado, companheiro, protetor. Sendo assim, se nos deparamos com atitudes que contrariam essa definição natural, a decepção é muito maior. De um pai se espera proteção. De um amigo se espera aliança, confiança. Essa é a ordem natural e contrariá-la é criar feridas profundas em nossos corações.
Mas para isso não há vacina. Quem toma a firme decisão de amar alguém de verdade, também está colocando a sua "cara à tapa"; está se arriscando em se decepcionar, em ser traído. Quem ama se arrisca e, por se arriscar, se realiza, é feliz. Não tem jeito! Contra traição não há vacina, só antídoto.
Podemos chamar de vacina qualquer espécie de vírus atenuado que, ao ser introduzido no organismo, causa certas reações e a formação de anticorpos, os quais tornam o organismo imune àquele vírus. Não podemos imunizar o nosso coração contra as possíveis decepções de uma amizade, pois quem cria anticorpos contra a possibilidade de ser amado acaba morrendo. Com medo de ser traído, não se deixa mais amar, não ama e morre.
Mas se não existe vacina para a decepção, para a traição, existe antídoto. Um antídoto é um medicamento empregado com o fim de inativar a ação de outro; é um contraveneno. O melhor antídoto para qualquer decepção com um amigo é uma outra amizade. Só é curado de uma decepção quem se arrisca novamente e se permite também correr o risco de ser amado. Quem se abre a um novo relacionamento, se abre para ser cuidado, para amar, para estabelecer confiança, proteção, companheirismo. Para haver cura é preciso haver abertura, e não há melhor forma de ser curado do que amar e ser amado.
Pode ser difícil no começo, mas pouco a pouco, aqueles que corajosamente se arriscam no amor podem experimentar o seu poder curativo. Poderão ver de forma concreta que a cada passo que é dado as suas feridas vão cicatrizando. A possibilidade de amar e ser amado cria novos ares, novas esperanças em nossa vida. O coração é um músculo e para ele não atrofiar, o melhor exercício é amar.
Ninguém recomeça a amar sozinho. É difícil encaramos tantas feridas de uma vez só. Precisamos de ajuda, de Alguém que entenda o nosso processo e nos ajude em cada passo. Para isso não há um treinador melhor do que Deus: o próprio Amor. O Senhor sabe de nossos limites, das nossas dores, das nossas dificuldades. Ele mesmo foi traído e abandonado pelos amigos d'Ele. Mas a cruz que poderia se tornar, naquele momento, o maior sinal de abandono, com o Seu sacrifício, se tornou o maior ato de amor. Jesus experimentou as nossas dores, mas não parou nelas. É isso que Ele quer nos ensinar e por isso não nos deixa sozinhos. Ele vai conosco, supera os obstáculos, ensina-nos a perdoar e nos faz vencer no amor. Mas Ele não pode nos obrigar. Ele precisa da nossa decisão, da nossa abertura.
Talvez você tenha sido traído por um amigo e se fechou a outras possibilidades de amizade. Olhe para você e poderá perceber que seu coração está atrofiando. Peça ajuda ao Senhor e volte a amar. Abra-se novamente, dê esse passo. Pode até doer nos primeiros dias de exercício, pois seu coração estava muito tempo parado, mas depois ele vai ganhar ritmo e amar com toda potência. Deus está com você, como um Amigo, só esperando a sua decisão para ajudá-lo a superar. Recomece as suas amizades a partir do Senhor. Quem ama perdoa, supera e segue em frente. Arrisque-se novamente e experimente, em Deus, um novo começo, uma vida nova, a ressurreição do seu coração.
Seu irmão,

Renan Félix
blog.cancaonova.com/renanfelix

O que é amar?

O seu namoro só terá sentido se for um aprendizado
O namoro é um aprendizado do amor. Fomos criados para viver o amor. Sem ele o homem e a mulher não podem ser felizes. Mas, afinal, o que é amar?
O que leva muitos casamentos ao fracasso é a noção falsa que se tem do amor hoje. Há no ar uma 'caricatura' do amor. Se eu lhe der uma nota de cem reais falsa, você não aceitará, pois ela não vale nada, e você ainda poderia ser incriminado por causa dela. Se você construir uma casa usando cimento falsificado, cuidado por que ela poderá desabar sobre a sua cabeça. Se você levar para o casamento um amor falso, ele certamente desabará, pois o 'cimento' da união é o amor.
Para mostrar bem claro o que é amar, vamos iniciar mostrando o que não é amar. Amor não egoísmo; isto é, preferência por mim, mas pelo outro. Se você come uma fruta com gosto, não pode dizer que a ama. Se você treme de paixão diante de uma menina, e lhe diz : 'eu te amo', esteja certo de que você está mentindo, pois esta tremedeira é sinal de que você quer saciar o seu ego desejoso de prazer. Isto não é amor, é paixão carnal, é egoísmo. Se você está encantada com a beleza dele e se desdobra em declarar o seu amor por ele, saiba que isto também não é ainda amor, pois amor não é pura emoção ou sentimento.
Amar é muito mais do que isso, pois não é satisfazer a si mesmo, mas ao outro.
Quando você disser a alguém 'eu te amo', esteja certo de que você não quer a sua própria satisfação ou felicidade, mas a do outro. Cuidado com as 'caricaturas' do amor porque são falsas, e não podem fazer a felicidade do casal. Todo jovem tem sede de amar, mas muitas vezes o seu amor é mascarado e se apresenta falso e perigoso. Amar não é apoderar´se do outro para satisfazer-se; é o contrário, é dar-se ao outro para completá-lo. E para isto é preciso que você se renuncie, se esqueça. Você corre o risco de, insatisfeito, querer apaixonadamente agarrar aquilo que lhe falta; e isto não é amar.
Assim o amor morre nas suas mãos. Você só começará a compreender o que é amar, quando a sua vontade de fazer o bem ao outro for maior do que a sua necessidade de tomá-lo só para si, para satisfazer-se. São precisos oito anos para formar um médico, dez anos para se defender uma tese de doutorado. Para amar de verdade, será preciso uma longa preparação, porque somos egoístas. Sabemos, que a pressa é inimiga da perfeição. Há um provérbio chinês que ensina que tudo aquilo que quisermos construir sem contar com o tempo, ele mesmo se incumbe de destruir. Se você pintar uma parede que ainda está molhada, vai perder o serviço e a tinta.
O amor é hoje uma palavra tão mal usada, tão gasta, que é preciso ser redefinida para ser autêntica. O maior engano que existe hoje sobre o amor, é que, na maioria das vezes, quando alguém fala que está amando, na verdade está amando a si mesmo. Isto não é amor; é egoísmo. Há muitas 'miragens' do amor. Se o seu coração bate acelerado diante de alguém que o atrai, isto é sensibilidade, não chame ainda de amor. Se você perdeu o controle e se entregou a ele, isto é fraqueza, não chame isto ainda de amor. Se você está encantada com a cultura dele, fascinada pela sua bela carreira, e já não consegue mais ficar sem a conversa dele, isto é admiração, ainda não é amor.
Amar é uma decisão. E a decisão não é tomada apenas com o coração, empurrado pela sensibilidade. A decisão é tomada com a razão. Amar não é um ato intuitivo, mecânico, é uma decisão livre e consciente. É um ato da vontade, do querer. Para amar é preciso aceitar 'perder-se', esquecer-se, não voltar a si mesmo. É claro que a sensibilidade ajuda você sair de si mesmo, mas ela não é suficiente para levá-lo a amar. A admiração pelo outro, a afeição, empurram você para ele, mas isto ainda não é amor. Lembre-se, o amor é como uma via de mão única, que sai de você e vai até o outro.
É fácil viver as caricaturas do amor, mas o autêntico amor é exigente. A autenticidade do amor se verifica pela cruz. Todo amor verdadeiro traz o sinal do sacrifício. E é através desse sinal que você identifica o verdadeiro amor e o falso. Não há amor sem renúncia. Depois que o pecado entrou em nossa história, amar tornou-se uma 'imolação a si mesmo', uma verdadeira crucificação própria. Mas os seus frutos são doces.
Quando se planta amor, se colhe amor, ensinava São João da Cruz. Muitas vezes você pode ter reclamado de que não recebeu amor, mas será que você semeou amor ali naquele lugar? Se você amar gratuitamente, receberá tudo de volta. Se nos apegarmos ciosamente a nós mesmos e às criaturas, acabaremos perdendo tudo.
Para que o seu namoro seja rico é preciso basear-se neste amor que é doação de si mesmo para construir o outro. Se não houver amor, não haverá crescimento mútuo, e será tempo perdido. O seu namoro só terá sentido se for um aprendizado do autêntico amor. O amor tem muitas faces: a compreensão, a aceitação do outro, o perdão, a busca da verdade, a paciência, a sinceridade, a fidelidade, a bondade, o perdão, e tudo que faz o outro crescer.

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