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segunda-feira, 18 de julho de 2011

O que a Igreja nos ensina sobre os métodos contraceptivos

Ninguém pode ter a Deus por Pai que não tenha a Igreja por mãe

Lúcia de Fátima Studart Menezes
Ninguém pode ter a Deus por Pai que não tenha a Igreja por mãe” (São Cipriano). Como uma mãe dedicada, a Igreja nos orienta, alimenta e forma.
Transmitir a vida é um dos dons que Deus deu ao homem. Porém, se faz necessário programar essa mesma transmissão, de maneira responsável e consciente. Esse tem sido um desafio aos casais que, muitas vezes por ignorância, adotam métodos que são causadores de incompreensões, falta de diálogo e ainda trazem conseqüências terríveis à saúde.
A Igreja, sempre atenta às dificuldades dos seus fiéis, pronunciou-se a esse respeito em 1968, através da encíclica: “Humanae Vitae”. Nela, o Papa Paulo VI apresenta um ensino coerente, tanto acerca da natureza do matrimônio, quanto sobre o reto uso dos direitos conjugais e dos deveres dos cônjuges.
Considera a paternidade responsável sob diversos aspectos: em relação aos processos biológicos, ela significa conhecimento e respeito pelas suas funções. Em relação às tendências do instinto e das paixões, significa o necessário domínio que a razão e a vontade devem exercer sobre elas. Em relação às condições físicas, econômicas, psicológicas e sociais, a paternidade responsável se exerce tanto com a deliberação ponderada e generosa, como com a decisão tomada por motivos graves e com respeito pela lei moral, de evitar temporariamente, ou mesmo por tempo indeterminado, um novo nascimento.
Em vista a todos esses conceitos e definições, podemos concluir que a única via legítima para a regulação dos nascimentos são os métodos naturais, pois apenas eles conduzem o casal à verdadeira paternidade responsável.
O relacionamento conjugal é fruto do amor e tudo o que é amor toca diretamente o coração de Jesus e, portanto, interessa à Igreja, enquanto esposa de Cristo. A Igreja intervém, então, como guardiã do amor. Quando ela recomenda a seus fiéis que não utilizem a pílula ou qualquer instrumento que interrompa a concepção, mostra isso como contrário à ordem da sabedoria de Deus.
Infelizmente, ao ouvirmos sobre os métodos naturais de planejamento familiar, logo nos vem uma rejeição, fruto da desinformação e de comentários infiéis. Na verdade, não podemos falar sobre o que não conhecemos e, por desconhecimento, somos alvo fácil da propaganda enganosa a respeito dos métodos naturais.
O trio contracepção-esterilização-aborto é uma indústria multinacional, multimilionária, ao passo que o planejamento familiar natural é gratuito. Todos os casais têm o direito de, pelo menos, conhecer os métodos para fazerem livremente sua escolha.
Muitos são os métodos anticoncepcionais. Os métodos artificiais de contracepção mais conhecidos e utilizados são: de barreira (camisinha masculina e feminina e diafragma), hormonais (pílula oral, injeção de dose mensal ou trimestral, implantes, adesivos, pílula vaginal) químicos (DIU, pomadas e geléias espermicidas) e os cirúrgicos que na verdade não são métodos contraceptivos e sim esterilizantes. Os métodos comportamentais naturais (tabela, temperatura, sintotérmico, coito interrompido e método de ovulação Billings).
MÉTODOS ARTIFICIAIS
A camisa-de-vênus – “camisinha”
Usada segundo as indicações e sendo de alta qualidade, tem aproximadamente 97% de eficácia. Porém, pela falha no uso, reduz a eficácia para cerca de 80%. O uso da “camisinha” pode inibir a espontaneidade e provocar perda de ereção, resultando em frustração. Ela ainda pode causar irritação na vagina, além de diminuir a sensação, por não ter com o pênis o contato direto.
A pílula
Produz três resultados: 1) Tende a suprimir a ovulação, ou seja, esteriliza. Acarreta, portanto, muito mais que um efeito de caráter ginecológico. 2) Causa danos ao colo do útero, impedindo a produção da secreção que nutre os espermatozóides. 3) Perturba o processo de preparação do útero, cada mês, para que possa receber o embrião, ou seja, uma nova vida. Além disso, pode a pílula, não tendo impedido a ovulação e a concepção, alterar o tempo de chegada do embrião ao útero, fazendo com que seja rejeitado. Resumindo, a pílula é abortiva. A pílula do dia seguinte, como é conhecida a contracepção de emergência, tem sido utilizada em larga escala para quem quer prevenir uma gravidez indesejada, estando disponível até mesmo na rede pública de saúde. Porém a classe médica alerta: esta pílula não deve ser usada como método anticoncepcional. O Dr. José Eleutério Júnior em recente entrevista a um jornal local, explicou que as altas doses de hormônios presentes na pílula do dia seguinte, que tornam as paredes do útero impróprias para a implantação do óvulo, levando a sua eliminação pelo organismo.
DIU (Dispositivo Intra-Uterino)
Impede o desenvolvimento de uma nova vida, pois causa uma reação inflamatória do endométrio de tal forma que o ovo não pode se implantar.
Alguns tipos de DIU levam o risco de perfuração do útero ou da cérvix. Estatísticas apontam que essa perfuração atinge cerca de uma mulher em cada 300 (Escudo Dalkon) e uma em cada 3000 (Cobre T).
A incidência de gravidez, expulsão e remoção devida aos efeitos colaterais é alta no primeiro ano de uso, depois diminui. O DIU tem uma eficácia de 94 a 99%. Se uma gravidez ocorre com o DIU colocado, a possibilidade de aborto espontâneo é de 30 a 50%. Usuárias de um DIU estão aptas a sofrer um aumento de fortes períodos menstruais, especialmente nos primeiros meses de uso.
Enquanto mais e mais mulheres estão preferindo esse método, em razão da insatisfação com a pílula, o DIU não parece resolver o problema delas. Além da possibilidade de cãibras dolorosas, desordens menstruais e infecção interna, algumas mulheres exprimem sentimentos de indignação pela idéia de ter de tolerar por anos e anos aparelhos de metal ou plástico dentro de seus órgãos reprodutores.

MÉTODOS DE CONTROLE RADICAL DA CONCEPÇÃO
Esses métodos são na verdade uma mutilação, pois se extrai um órgão sadio.

Ligadura de trompas
 É o nome genérico para a esterilização feminina: ligação ou extirpação das trompas, de modo a impedir que o óvulo possa encontrar-se com os espermatozóides.Conseqüências observadas após a ligadura de trompas: problemas psicológicos, frigidez, ansiedade, depressão, alteração das funções motoras e das sensações, mudança da atividade sexual, aumento do fluxo menstrual, cólicas mais intensas, obesidade.

Vasectomia
 É a esterilização masculina. Método contraceptivo radical que através de uma pequena cirurgia na região escrotal, secciona os canais que conduzem os espermatozóides dos testículos para a vesícula seminal, provocando assim a esterilização permanente no homem. Sua eficácia é altíssima, Conseqüências observadas após a vasectomia: traumas conscientes ou inconscientes, favorecimento da impotência sexual psicológica, problemas circulatórios e outros.

MÉTODOS NATURAIS

Ogino-Knaus (Tabela)
Baseia-se no fato de que a ovulação usualmente ocorre dez a dezesseis dias antes da próxima menstruação. Quando ciclos são regulares, o método funciona bem. Porém, tão logo ocorra qualquer irregularidade, o método falha.
Temperatura
Consiste na tomada da temperatura, pela manhã, diariamente. Sua eficácia é comprovada, porém, apresenta algumas dificuldades como: abstinência nos períodos anovulatórios, lactação e pré-menopausa, além da dificuldade do reconhecimento da fase fértil nos estados febris, como gripes e infecções.
Sintotérmico
Combina vários elementos do método da temperatura e da ovulação. O problema principal com a combinação é que, se os diferentes sinais de ovulação estão em discordância, há uma tendência para confusão, ansiedade e abstinência. Assim, o controle da fertilidade se torna muito mais complexo do que deve.
Coito interrompido
Consiste na retirada do pênis no momento da ejaculação. Embora seja um método natural, não é aceito pela Igreja, porque interrompe a relação de forma egoísta e muitas vezes levando à esposa uma frustração por não ver completada a relação e, o que é mais grave, levando muitas vezes o homem a ter ejaculação precoce. É um método falho, pois mesmo antes da ejaculação pode haver liberação de espermatozóides, o que poderia ocasionar a fecundação indesejada.

Ovulação Billings
Foi criado pelo Dr. John Billings, que começou sua pesquisa em 1953. Ele veio superar as dificuldades e os pontos fracos dos métodos anteriores. Baseia-se na percepção da própria mulher a respeito do muco produzido pela cérvix (colo uterino). Aplica-se a todas as fases da vida reprodutiva, ciclos regulares, ciclos irregulares e anovulatórios, amamentação, pré-menopausa e depois de deixar o uso da pílula.
É apontado como o método ideal, por ser gratuito, seguro, não causar danos à saúde e favorecer ao casal diálogo e amor.
Faz-se necessário analisarmos ainda o ato conjugal sob dois aspectos inseparáveis: união e procriação. Todo ato deve levar o casal à unidade e deve também estar aberto à vida.
Muito se fala que a Igreja ensina que todo ato conjugal deve resultar numa gravidez, o que é uma inverdade, pois Deus dispôs com sabedoria leis e ritmos naturais de fecundidade, que já por si mesmos distanciam o suceder-se dos nascimentos. O que a Igreja orienta é que se observe as normas da lei natural.
Bibliografia:
- Paulo VI, Papa. Humanae Vitae. 6ª ed. São Paulo: Paulinas, 1992.
- Billings, Evelyn e Westmore, Ann. O método Billings. São Paulo: Paulinas, 1983.
- Billings, John. O dom da vida e do amor. São Paulo: Loyola, 1995.


por ,
Comunidade Católica Shalom

Camisinha: uma "roleta russa" no combate à Aids


O uso da camisinha não é absolutamente seguro


A verdade cientificamente verificada é que o uso da "camisinha" não é absolutamente seguro. Inúmeras pesquisas têm sido feitas a esse respeito nos meios científicos, como estudos de microscopia eletrônica e testes de passagem de micropartículas.

Pesquisa realizada com Richard Smith, um especialista norte-americano sobre a transmissão da Aids, apresenta seis grandes falhas do preservativo, dentre as mencionadas por ele, por exemplo, há a deterioração do látex, ocasionada pelas condições de transporte e armazenagem.

Tomadas, porém, todas as precauções e conseguindo-se que os preservativos cheguem em perfeitas condições aos usuários, seriam ainda seguros para prevenir a Aids, pergunta-se o autor? Sua resposta é esta: "Absolutamente não. O tamanho do vírus HIV é 450 vezes menor que o espermatozoide. Esses pequenos vírus podem passar entre os poros do látex tão facilmente em um bom preservativo como em um defeituoso".

Levando-se em conta o resultado dessas investigações, poderíamos dizer que, servir-se de um preservativo para proteger-se contra o vírus HIV, significa, tanto como, apostar nos resultados de uma "roleta russa". Com mais de uma bala no tambor, no caso em que a prática sexual se torna mais frequente e promíscua ao sentirem-se os usuários, persuadidos pela propaganda, com absoluta segurança no uso da "camisinha". Deste modo, tanto mais aumentará a probabilidade de um contágio quanto mais aumentarem a promiscuidade e o falso convencimento de proteção oferecida pelo método.

Por essa razão, o risco de infecção, ainda que reduza a percentagem de perigo a uns 10% - em realidade pode ser maior – e, evidentemente excessivo.
Que educador, pai, amigo consentiria que um filho ou uma pessoa amada embarcasse num avião que tem 10% de probabilidade de espatifar-se no chão?

A propaganda para difundir o uso do preservativo é, por isso mesmo, totalmente inadequada porque, por um lado, favorece a proliferação da promiscuidade e, por outro, não evita devidamente a contaminação. Dessa forma, em vez de se tornar um método inibidor da doença, torna-se, de fato, um método propagador dela.

Pedagogicamente, corre-se o risco de que a campanha venha a ser entendida assim: "Tenha relações sexuais, basta tomar as devidas precauções". Não seria essa uma forma de incentivar a prática do sexo prematuro?

Se as adolescentes e os adolescentes viessem a ser induzidos a pensar que é normal a prática do sexo precoce, prestar-se-ia um péssimo serviço a uma educação sadia e enriquecedora.

Não se pode mudar a ordem natural em função de uma solução imediatista e inadequada que, além de não solucionar o problema da proliferação da Aids, propicia e incentiva a prática desregrada do sexo.
Trecho do livro Sexualidade, o que os jovens sabem e pensam de padre Mário Marcelo Coelho*

*Padre Mário Coelho, sacerdote do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos), mestre em Teologia, autor e assessor
na área de Bioética e Teologia Moral. Professor da Faculdade Dehoniana.

domingo, 17 de julho de 2011

O pecado não está na camisinha

-
Dom Cristiano Jakob Krapf

O Papa Bento continua provocando o mundo com pronunciamentos que incomodam.
Na sua viagem pelo continente africano, o Papa convoca os católicos a lutar contra a pobreza, a violência, a corrupção e os abusos de poder. De suas mensagens apresentadas em muitas horas de discursos, a imprensa seleciona e critica palavras contra a camisinha.