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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Namoro à distância

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É possível namorar alguém do outro lado do oceano?
"Neste mês dos namorados, queremos partilhar um pouco da nossa história e de como enfrentamos o desafio do namoro à distância. Não somos conhecedores catedráticos do assunto [namoro], estamos há 6 meses nesta escola do conhecimento mútuo. A grande pergunta é: 'É possível namorar uma pessoa do outro lado do oceano?'

domingo, 17 de julho de 2011

As Faces do Amor

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O amor gera a vida; o egoísmo produz a morte. A psicologia mostra hoje com toda clareza que as graves perversões morais tem quase sempre como causa principal uma ´frustração de amor´. Os jovens se encaminham para as drogas, para o sexo vazio, para o alcoolismo e para tantas violências, porque são carentes de amor, ´desnutridos´ de amor. A pior anemia é a do amor. Leva à morte do espírito. Ninguém pode ser feliz se não for amado; se não fizer uma experiência de amor. Se isto é importante na infância e na adolescência, também na vida conjugal isto é verdade.

E esse ´amor conjugal´ começa a ser aprendido e treinado no namoro. Na longa viagem da vida conjugal, que começa no namoro, você precisa levar a bagagem do amor. Você amará de verdade o seu namorado, não só porque ele é simpático, bonito ou porque é um atleta, mas porque você quer o bem dele e quer ajudá´lo a ser ainda melhor, com a sua ajuda. Muitas vezes você quis e procurou uma namorada perfeita, ou um rapaz ideal, mas saiba que isto não existe.

A primeira exigência do amor é aceitar o outro como ele é, com todas as suas qualidades e defeitos. Só assim você poderá ajudá´lo a crescer, amando´o como ele é. Alguém já disse que o amor é mais forte do que a morte, e capaz de remover montanhas. O amor tem uma força misteriosa; quando você ama o outro gratuitamente, sem cobrar nada em troca, você desperta´o para si mesmo, revela´o a si mesmo, dá´lhe ânimo e vida, ´ressuscita´o´. É com a chama de uma vela que você acende outra. É com a doação da sua vida que você faz a vida do outro reviver. Desde o namoro você precisa saber que ´amar não é querer alguém construído, mas construir alguém querido´.

É claro que um casal se aproxima pelo coração, mas cresce pelo amor, que transcende os sentimentos e se enraíza na razão. Todo relacionamento humano só terá sentido se implicar no crescimento dos envolvidos. De modo especial no namoro e no casamento isto é fundamental. A ordem de Deus ao casal é esta: ´crescei ´. Deus não nos dá uma ´ajuda adequada´ para ´curtirmos a vida´ a dois; mas para crescermos a dois. Isto vale desde o namoro. E o que faz crescer é o ´fermento´ do amor. Ninguém melhor do que São Paulo expressou as exigências do verdadeiro amor: ´O amor é paciente, O amor é bondoso. Não tem inveja. O amor não é orgulhoso. Não é arrogante. Nem escandaloso. Não busca os seus próprios interesses, Não se irrita, Não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, Mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa. Tudo crê, Tudo espera, Tudo suporta. O amor jamais acabará´ (1Cor 13, 4´7).

Medite um pouco em cada linha deste hino do amor, e pergunte a você mesmo, se você está vivendo isto no seu namoro. Você é paciente com a namorada ou não, sabe se controlar diante dos defeitos dela? Você é bondoso para com ele, ou será que algumas vezes exige ´vingança´, e quer ir à desforra por causa de algo que ele fez e que você não gostou? Ser bondoso é saber perdoar, é ser compreensivo e tolerante, sem ser conivente com o erro, claro. Será que você tem inveja dele porque ele a supera em certas atividades ? Será que você é um namorado orgulhoso, que acha que só por ser homem já é suficientemente superior a ela? Se você não admite ser ultrapassado pelo outro nas coisas boas, saiba que você não o ama de verdade; pois, quando se ama queremos que o outro seja melhor que nós. Será que você não é arrogante, que se acha superior ao outro, e que quer sempre impor a sua vontade? Até que ponto você permite que a presunção o domine, fazendo´o achar´se ´o bom´ ?

Saiba que a arrogância e a prepotência atravancam o caminho do amor e do crescimento do casal. Será que você é escandalosa, e parte para a chantagem emocional para conseguir aquilo que você não consegue pela força dos argumentos? Saiba que a gritaria é muitas vezes a linguagem dos fracos, que agem assim por falta de razões.

Será que você é egoísta no seu namoro, e ele tem que fazer tudo o que você quer? Aqui está a pedra de tropeço principal para muitos casais. Uma vez que o egoísmo é o oposto do amor, um casal egoísta pode ser comparado a duas bolas de bilhar: só se encontram para se chocarem e se afastarem em sentidos opostos... Será que você é daquelas que vive mau humorada ou que ´derruba o beiço´ por qualquer contrariedade? Será que você é daqueles que se irrita por qualquer coisinha dela que não esteja do seu gosto? Você perdeu a linha porque ele se atrasou quinze minutos? Você deixou o seu namoro azedar porque ele olhou apenas um instante para a outra moça que passou ao lado?

O amor não se irrita, não xinga, não ofende, não grita! O amor não guarda rancor, diz o apóstolo. É claro que haverá no namoro momentos de desencontros. São normais os pequenos desentendimentos. É fruto das diferenças individuais e das circunstâncias da vida. O feio não é brigar, mas não se reconciliar, não saber perdoar, não saber quebrar o silêncio mortal e manter o diálogo. Para evitar as brigas e desentendimentos é preciso saber combinar as coisas. O povo diz que ´aquilo que é combinado não é caro´. Aprendam a combinar sobre o passeio, sobre as atividades que cada um gosta de fazer, etc. ... É preciso dizer aqui que a face mais bela do amor é a do perdão. Você tem o direito de ser perdoada, pois errar é humano; mas tem também o dever de perdoar quando ele errar e pedir perdão.

O gesto mais nobre de Jesus foi o de perdoar os algozes que o crucificavam. Não pode haver futuro para um casal que não sabe se perdoar mutuamente. Esta é a maior reserva de estabilidade para o casal. Outra face bela do amor é a fidelidade. Ser fiel ao outro não quer dizer apenas não ter outro parceiro; é muito mais do que isto, é ser verdadeiro em tudo. É não tapear o outro em nada. É não ser fingido, mascarado ou dissimulador. Se você mente para a sua namorada saiba que está destruindo o amor entre vocês. Nada é mais fatal para o amor! A mentira gera a desconfiança; a desconfiança gera o ciúme; o ciúme gera a briga e a separação. Ser fiel ao outro é saber respeitá´lo, defendê´lo, e não traí´lo de qualquer forma, seja por pensamentos ou palavras. Se você fizer dos seu namoro uma brincadeira de ´esconde´esconde´, você estará brincando de amar, e isto é muito mal. Portanto, quebre toda falsidade, dissimulação e fingimento, porque isto destrói o amor.

A mentira tem pernas curtas, diz o povo; ela logo aparece, e quando isto ocorre deixa o mentiroso desqualificado, e não mais digno de confiança. Desde o namoro é preciso ter em mente que a beleza do amor está exatamente na construção da pessoa amada. É uma missão para gente madura, com grandeza de alma. Construir uma pessoa é educá´la em todos os aspectos, e isso é uma obra do coração. O amor tudo suporta, tudo crê, tudo espera; o amor não passa jamais. Não há o que o amor não possa fazer. Quando não ajudamos o outro a crescer é sinal de que o nosso amor por ele ainda é pequeno. Se o seu namoro não for um exercício constante do amor, ele ficará vazio, monótono, e sem sabor. E como a natureza tem horror ao vácuo, este vazio será preenchido por desentendimentos e brigas.

Namorando se aprende a amar, mas amando se aprende a namorar. Para você meditar: Sete vezes menosprezei a minha alma:

1. Quando a vi disfarçar´se com a humildade para alcançar a grandeza;

2. Quando a vi coxear na presença dos coxos;

3. Quando lhe deram para escolher entre o fácil e o difícil, e escolheu o fácil;

4. Quando cometeu o mal e consolou´se com a idéia de que outros cometem o mal também;

5. Quando aceitou a humilhação por covardia e atribuiu sua paciência à fortaleza;

6. Quando desprezou a lealdade de uma face que não era, na realidade, senão uma de suas próprias máscaras;

7. Quando considerou uma virtude elogiar e glorificar.


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por Felipe de Aquino Professor
http://www.cleofas.com.br

O cisco no olho

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Naquele tempo, Jesus contou uma parábola aos discípulos: “Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho?
Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”. ( Lc 6,39-42)

O conhecimento abundante, disponibilizado pelos muitos meios e mecanismos existentes, hoje, no contexto da sociedade contemporânea mundial, bem como o acesso ao incalculável volume de informações têm configurado uma situação muito peculiar e perigosa. Parece ser incoerente e inexata uma asserção tal. Ora, não é lógico, e é pouco racional pensar, que na medida em que se conhece mais e mais se obtém, com facilidade, informações em grande quantidade e necessárias se configurem riscos e prejuízos. Conhecimento e informações, de per si, têm a faculdade de evitar riscos, superar obstáculos e trazer benefícios. Contudo, é verdade que o conhecimento ampliado e as informações numerosas estão conduzindo as pessoas numa dinâmica que não lhes tem permitido alcançar uma capacidade mais profunda, no dia a dia, no que diz respeito à autocrítica.

A autocrítica é um indispensável instrumento para que se conquiste, alimente e toda pessoa se mantenha dentro dos parâmetros e princípios éticos norteadores da vida comum do quotidiano e nas grandes questões. O fato é que o conhecimento e as informações estão especializando as inteligências nesta grande capacidade de avaliar e emitir juízos. Isso é bom? Obviamente que sim. Qual é, então, o lado ruim da questão se é que ele possa existir? Este lado ruim existe sim. Sua existência é comprometedora para que valores éticos possam presidir mais a conduta, seja em nível individual quanto social e político, como condição sine qua non para içar a sociedade deste marasmo no qual ela está enterrada, abrindo-lhe um horizonte novo. Ora, assiste-se a um desenrolar de raciocínios e posicionamentos que apontam soluções para o problema da violência, por exemplo, quando se fala da diminuição da idade penal. Este foco fica desconectado, por exemplo, da situação grave de impunidade que grassa na sociedade e a pouca eficácia no aparelhamento com mecanismos que permitam vencê-la. O calor das emoções, embora justas, pode obscurecer alguns pontos importantes, nesta luta para reorientar os fluxos desoladores que estão configurando o dia a dia da sociedade contemporânea. Entre estes pontos não se pode, absolutamente, descartar a questão fundamental que é a capacidade de autocriticar-se. A especialização alcançada, mais ou menos por todos, tem exercitado as inteligências na direção de desferir juízos a respeito de situações várias, e de cada outro em particular.

É fácil julgar e condenar o outro. Como é forte o gosto para se cultivar maledicências, culpar os outros se eximindo de assumir responsabilidades. Em razão disso muita gente mente deslavadamente, acusa os outros, arma ciladas e, a todo custo, justifica sua própria situação e a mantém, ilusoriamente, convencida de se estar na direção certa. Já é uma subcultura perversa esta de justificar-se como bom na medida em que se desprestigia e encontra motivos, até mesmo falsos, para dizer que o outro não é e desmoralizá-lo. Não é este um defeito peculiar da cultura contemporânea. Na verdade, esta é uma deficiência, de certo modo congênita, ao coração humano. É muito fácil criticar e emitir juízos a respeito dos outros e das situações em estando, enquanto juiz, de fora e distante. Por isso mesmo, as pessoas são extremamente exigentes quando se trata de reclamar os próprios direitos, de serem atendidas nos seus pleitos ou na satisfação de suas necessidades. O mesmo não se verifica, tendo como referência a si mesmo, quando diz respeito a respostas dadas aos outros, comprometimentos, a verdade dos fatos e uma generosidade solidária.

A maestria de Jesus tratou esta questão na condução dos seus discípulos. No Sermão da Montanha, Jesus, orientando a conduta dos seus seguidores, para dar-lhes um instrumento existencial eficaz na recuperação da ética e da condição de um agir moralmente correto, dialoga assim com os seus: “Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? Ou, como podes dizer ao teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave que está no teu olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão” (Lc 6).

O juízo temerário é um risco, agravado pela falta de autocrítica. Aí está, incontestavelmente, uma raiz determinante desta falta de ética que vai permitindo tudo no que diz respeito a si mesmo, com a morbidez de julgar os outros, com uma perda lastimável e comprometedora da capacidade de, em primeiro lugar, fazer o próprio mea culpa. Este farisaísmo, condenado por Jesus, está medrando largamente nos corações, e assoreando a capacidade ética da solidariedade. O convite à conversão, neste tempo da quaresma, aponta nesta dinâmica, como capítulo primeiro. É a coragem de tirar primeiro o cisco do próprio olho. Este exercício abre caminho à solidariedade e ajusta a própria conduta.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte

sábado, 16 de julho de 2011

Para encontrar a pessoa certa é preciso ser a pessoa certa


É preciso preparar-se para o namoro
Vivemos em uma sociedade que cada vez mais despreza todas as formas de compromisso e de seriedade relacional. Diante disso, experiências de supostas aventuras momentâneas acabam, na maioria das vezes, prevalecendo diante do desejo de se viver um comprometimento sério no namoro.
De fato, em meio às frágeis concepções relacionais existentes em nosso tempo, torna-se cada vez mais difícil encontrar “a pessoa certa” para se viver um sadio relacionamento afetivo. Além do que, neste processo de encontrar a pessoa certa muita paciência e sabedoria são necessárias.
Aqui se aplica concretamente a antiga máxima: “Antes só do que mal acompanhado”, pois, em tais circunstâncias uma escolha errada pode acarretar terríveis e desagradáveis consequências: afetivas, emocionais e existenciais.
Para se encontrar a pessoa certa é preciso antes ser a pessoa certa, ou seja, é necessário estar preparado para tal encontro, para, assim, poder oferecer o melhor de si ao outro.
O namoro é uma realidade para a qual é preciso preparar-se, e preparar-se bem: através oração e vivência dos sacramentos, buscando a própria cura interior, procurando moldar as fragilidades do temperamento, entre outros. Enfim, para ser a pessoa certa para o outro se faz necessário estar bem consigo, com os próximos e, principalmente, com Deus.
E só está realmente bem aquele que não centrou seu coração em si mesmo, mas n’Aquele que lhe é infinitamente superior, dando a Este a total prioridade em tudo o que se é e se faz. O encontro com um “outro” não pode ser a única e cega meta da vida, mas ao contrário, deve ser a simples consequência do encontro com o “Outro”, que confere o verdadeiro lugar para todo e qualquer afeto humano.
Quem ainda não colocou o Sagrado no centro de sua existência não está pronto para viver um relacionamento sadio, pois correrá o sério risco de divinizar o outro, dando a este um lugar devido somente a Deus e, consequentemente, exigindo dele o que somente o Senhor pode lhe oferecer, tornando, dessa forma, a relação pesada e sufocante.
Existem lacunas em nós que somente o amor de nosso Autor poderá preencher, e apenas a partir de um profundo encontro com Ele nossos relacionamentos poderão tornar-se maduros e realmente bem sucedidos.
O amor só pode ser vivenciado com vida e equilíbrio, onde o “Amor” verdadeiramente saciou as fragilidades e vazios do coração.
Vivendo a partir de tais princípios e cuidando sempre e bem do coração, nós nos tornaremos capazes de inaugurar as devidas vias que precederão a tão desejada interação, a ser realizada pelo namoro, e poderemos assim saborear seu posterior êxito e plenitude.
Deus o (a) abençoe!

Diácono Adriano Zandoná