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sábado, 16 de julho de 2011

Posso confiar em quem não conheço?


Precisamos considerar que um mundo espiritual nos cerca
Eu estava viajando de férias, sozinha, e com várias malas. Precisava ir ao banheiro, mas como ele tinha catraca na entrada, não consegui entrar com a bagagem. O tempo que tinha disponível para resolver o problema era curto e sem ver outra opção, pedi a uma senhora desconhecida que “desse uma olhada” nas malas, garantindo-lhe apenas que seria breve. Quando já estava no banheiro, senti um estranho temor, acompanhado do pensamento: “E se aquela senhora fugir com a bagagem? Como eu pude confiar em alguém que não conheço?”. Então comecei a lembrar rapidamente dos pertences que trazia nas malas e o pavor foi aumentando cada vez mais. Até que, impulsionada pela fé, exclamei: "Minha confiança está no Senhor!" E continuei falando com Jesus, dizendo-Lhe que não confiava simplesmente naquela mulher, mas confiava n'Ele e pedi que Ele mesmo guardasse, por intermédio dela, minha bagagem. O fato é que quanto mais ia rezando, tanto mais aquele sentimento de medo e insegurança, que antes quase me dominava, foi dando lugar à paz e à serenidade.
Quando voltei ao local onde havia deixado as malas, encontrei a distinta senhora sorridente e acolhedora, tranquila à minha espera. Olhei bem nos seus olhos e lhe agradeci pelo favor. Seu rosto parecia iluminado. Não tenho dúvidas de que Jesus estava me acolhendo e ajudando por meio dela.
Foi tudo muito rápido, entrei no próximo ônibus e continuei a viagem pensando na experiência que Deus me permitiu viver naquela tarde. Aliás, até hoje lembro-me disso e não quero esquecer. É por isso que escrevo sobre o fato, pois diz a sabedoria popular que “As palavras escritas permanecem e os testemunhos arrastam”.
Compreendi, com aquela situação, que posso confiar sempre na ação de Deus. Mesmo quando, por uma razão ou outra, não tenha agido como deveria, Ele, que é rico em misericórdia, vem em auxílio da minha fraqueza. Acredito que o segredo é colocar a confiança sempre no Deus que age através das pessoas e não simplesmente nelas, na sua humanidade. Monsenhor Jonas Abib é um ótimo exemplo de quem age assim, ele confia no Deus que age por intermédio de nós e nos envia em missão.
Agora quando analiso a situação pela qual passei, percebo que até fui um tanto imprudente, considerando o local onde estava, mas não duvido de que o Senhor me permitiu viver o acontecido para fortalecer minha fé. Acredito que Deus se interessa por nossa maturidade na fé e nos proporciona constantes oportunidades para darmos passos nesse sentido. Porém, o que nos impede de avançarmos e crescermos espiritualmente, muitas vezes, é o fato de nos deixarmos levar somente pela razão, pelo medo e por outras condições naturais, ignorando o mundo espiritual. No entanto, se somos cristãos, não podemos continuar agindo assim, precisamos considerar que um mundo espiritual nos cerca.
Podemos recorrer ao auxílio divino sempre que necessário e onde quer que estejamos, até no banheiro, por que não? O Senhor nos sonda, como lembra o salmista: “Senhor, sabeis tudo de mim, quando me sento ou me levanto. De longe penetrais meus pensamentos [...]. Vós me cercais por trás e pela frente, e estendeis sobre mim a vossa mão” (Sl 138), e está disposto a nos ajudar. N'Ele, sim, podemos confiar seguramente!
Quando o temor bater à sua porta querendo lhe tirar a paz, fale para Jesus que sua confiança está n'Ele, peça Seu socorro e experimetne a alegria de encontrá-Lo em cada pessoa que Ele, em Sua bondade, permitir que o ajude.
"Ponho minha esperança no Senhor, minha alma tem confiança em sua palavra" (Sl 129).
Digamos, juntos, muitas vezes, neste dia: “Jesus, eu confio em Vós!”
Até o próximo encontro.

Dijanira Silva

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Bullying: as faces de uma violência oculta

Imagem de Destaque


Se existe uma cultura de violência, espalhemos uma contracultura


Uma violência física, mas, muitas vezes, psicológica: este é o bullying, termo que tem origem na palavra inglesa bully, que significa "brigão", "valentão". Na prática, traduz-se em atos de covardia, tirania, agressão, opressão, maus-tratos, ironias, que acontecem de forma repetitiva e não necessariamente com uma agressão física, mas na maioria das vezes acompanhado de tratamento ofensivo, ameaças e torturas psicológicas. Essas agressões possuem um caráter intencional e, muitas vezes, a pessoa que sofre o bullying pode ser abordada por uma ou por várias pessoas.