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sábado, 3 de setembro de 2011
Os mandamentos impressos no coração do Homem
segunda-feira, 18 de julho de 2011
O direito de não ter direito
Se a mesma notícia se referisse ao comportamento das tartarugas marinhas certamente teria impactado muito mais a opinião pública. Mas como alude ao comportamento humano, e mais particularmente a um problema diretamente causado por uma das vedetes da revolução-cultural feminista (diga-se sem rodeios, o direito ao aborto) passou batida mesmo.
Trata-se da constatação aterradora feita pela organização britânica ActionAid de que na Índia o número de meninas caiu ao seu nível histórico. Graças à cultura seletiva e à política pró-aborto quase irrestrita indiana, a proporção de meninas em províncias como a de Punjab chegaram a incríveis 300 para cada mil meninos. Significa dizer que em algumas regiões 2/3 das meninas que deveriam existir simplesmente não estão lá. Escolas, pátios, ruas, e só se encontram meninos. Estima-se que na Índia em 20 anos cerca de 10 milhões de meninas foram voluntariamente abortadas.
Não é preciso grande esforço para concluir que as perspectivas para este país são desesperadoras. Qualquer sociedade em desequilíbrio de gênero segue mal das pernas e em vias de caos social. O raciocínio é simples: se há escassez de homens ou mulheres, famílias não se formam, crianças não nascem, a economia retrai e o colapso conseqüente segue com a eclosão do sistema previdenciário. Muitos vivem, poucos trabalham, ninguém para pagar as contas.
O que é mais curioso nesta tragédia humanitária toda é notar como o direito ao aborto, que na ideologia feminista existe para defender os direitos da mulher, está ele mesmo a dizimar os direitos da mulher. No afã de um igualitarismo irrestrito e de direitos femininos ilimitados ao próprio corpo, vai-se conhecendo a maior discriminação prática à mulher que já se ouvir falar, àquela aonde não lhes foram concedidas nem o direito a própria existência.
Aonde estão as feministas, aonde estão os defensores apaixonados dos direitos da mulher? Silenciosos. À parte. Mas não lhes neguemos uma parcial coerência. Claro, porque uma vez que se quebrou o valor íntrinseco e objetivo do ser humano pelo simples fato de ter sido concebido, atrelou-o ao valor do relativo e do subjetivo. À luz desse novo código de ética pragmático aonde cada um tem direitos na medida da sua utilidade, quem poderá condenar uma pessoa ou uma sociedade que decide por fim a um gênero específico apenas porque no seu contexto é mais prático e rentável ter apenas um deles?
Na vida real a expressão "aborto como direito da mulher" tende assim a pura contradição, pois não pode, em absoluto, contemplar direito algum à mulher já gerada e prestes a nascer. Aliás, a esta só lhe resta a sorte e o ocaso. A prova? Grita silenciosamente através dessas milhares de mulheres indianas que deixaram de existir pelo simples fato de não serem convenientes.
É hora de entendermos, como dizia Aristóteles, que "o menor desvio inicial na verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança"; ou contemos agora o avanço da mentira do aborto como direito da mulher, ou será a vida humana corrompida em morte multiplicando-se sem fim e sem volta para todos nós e para o nosso futuro.
Trata-se da constatação aterradora feita pela organização britânica ActionAid de que na Índia o número de meninas caiu ao seu nível histórico. Graças à cultura seletiva e à política pró-aborto quase irrestrita indiana, a proporção de meninas em províncias como a de Punjab chegaram a incríveis 300 para cada mil meninos. Significa dizer que em algumas regiões 2/3 das meninas que deveriam existir simplesmente não estão lá. Escolas, pátios, ruas, e só se encontram meninos. Estima-se que na Índia em 20 anos cerca de 10 milhões de meninas foram voluntariamente abortadas.
Não é preciso grande esforço para concluir que as perspectivas para este país são desesperadoras. Qualquer sociedade em desequilíbrio de gênero segue mal das pernas e em vias de caos social. O raciocínio é simples: se há escassez de homens ou mulheres, famílias não se formam, crianças não nascem, a economia retrai e o colapso conseqüente segue com a eclosão do sistema previdenciário. Muitos vivem, poucos trabalham, ninguém para pagar as contas.
O que é mais curioso nesta tragédia humanitária toda é notar como o direito ao aborto, que na ideologia feminista existe para defender os direitos da mulher, está ele mesmo a dizimar os direitos da mulher. No afã de um igualitarismo irrestrito e de direitos femininos ilimitados ao próprio corpo, vai-se conhecendo a maior discriminação prática à mulher que já se ouvir falar, àquela aonde não lhes foram concedidas nem o direito a própria existência.
Aonde estão as feministas, aonde estão os defensores apaixonados dos direitos da mulher? Silenciosos. À parte. Mas não lhes neguemos uma parcial coerência. Claro, porque uma vez que se quebrou o valor íntrinseco e objetivo do ser humano pelo simples fato de ter sido concebido, atrelou-o ao valor do relativo e do subjetivo. À luz desse novo código de ética pragmático aonde cada um tem direitos na medida da sua utilidade, quem poderá condenar uma pessoa ou uma sociedade que decide por fim a um gênero específico apenas porque no seu contexto é mais prático e rentável ter apenas um deles?
Na vida real a expressão "aborto como direito da mulher" tende assim a pura contradição, pois não pode, em absoluto, contemplar direito algum à mulher já gerada e prestes a nascer. Aliás, a esta só lhe resta a sorte e o ocaso. A prova? Grita silenciosamente através dessas milhares de mulheres indianas que deixaram de existir pelo simples fato de não serem convenientes.
É hora de entendermos, como dizia Aristóteles, que "o menor desvio inicial na verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança"; ou contemos agora o avanço da mentira do aborto como direito da mulher, ou será a vida humana corrompida em morte multiplicando-se sem fim e sem volta para todos nós e para o nosso futuro.
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Veritatis Splendor
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O direito de não ter direito
Se a mesma notícia se referisse ao comportamento das tartarugas marinhas certamente teria impactado muito mais a opinião pública. Mas como alude ao comportamento humano, e mais particularmente a um problema diretamente causado por uma das vedetes da revolução-cultural feminista (diga-se sem rodeios, o direito ao aborto) passou batida mesmo.
Trata-se da constatação aterradora feita pela organização britânica ActionAid de que na Índia o número de meninas caiu ao seu nível histórico. Graças à cultura seletiva e à política pró-aborto quase irrestrita indiana, a proporção de meninas em províncias como a de Punjab chegaram a incríveis 300 para cada mil meninos. Significa dizer que em algumas regiões 2/3 das meninas que deveriam existir simplesmente não estão lá. Escolas, pátios, ruas, e só se encontram meninos. Estima-se que na Índia em 20 anos cerca de 10 milhões de meninas foram voluntariamente abortadas.
Não é preciso grande esforço para concluir que as perspectivas para este país são desesperadoras. Qualquer sociedade em desequilíbrio de gênero segue mal das pernas e em vias de caos social. O raciocínio é simples: se há escassez de homens ou mulheres, famílias não se formam, crianças não nascem, a economia retrai e o colapso conseqüente segue com a eclosão do sistema previdenciário. Muitos vivem, poucos trabalham, ninguém para pagar as contas.
O que é mais curioso nesta tragédia humanitária toda é notar como o direito ao aborto, que na ideologia feminista existe para defender os direitos da mulher, está ele mesmo a dizimar os direitos da mulher. No afã de um igualitarismo irrestrito e de direitos femininos ilimitados ao próprio corpo, vai-se conhecendo a maior discriminação prática à mulher que já se ouvir falar, àquela aonde não lhes foram concedidas nem o direito a própria existência.
Aonde estão as feministas, aonde estão os defensores apaixonados dos direitos da mulher? Silenciosos. À parte. Mas não lhes neguemos uma parcial coerência. Claro, porque uma vez que se quebrou o valor íntrinseco e objetivo do ser humano pelo simples fato de ter sido concebido, atrelou-o ao valor do relativo e do subjetivo. À luz desse novo código de ética pragmático aonde cada um tem direitos na medida da sua utilidade, quem poderá condenar uma pessoa ou uma sociedade que decide por fim a um gênero específico apenas porque no seu contexto é mais prático e rentável ter apenas um deles?
Na vida real a expressão "aborto como direito da mulher" tende assim a pura contradição, pois não pode, em absoluto, contemplar direito algum à mulher já gerada e prestes a nascer. Aliás, a esta só lhe resta a sorte e o ocaso. A prova? Grita silenciosamente através dessas milhares de mulheres indianas que deixaram de existir pelo simples fato de não serem convenientes.
É hora de entendermos, como dizia Aristóteles, que "o menor desvio inicial na verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança"; ou contemos agora o avanço da mentira do aborto como direito da mulher, ou será a vida humana corrompida em morte multiplicando-se sem fim e sem volta para todos nós e para o nosso futuro.
Trata-se da constatação aterradora feita pela organização britânica ActionAid de que na Índia o número de meninas caiu ao seu nível histórico. Graças à cultura seletiva e à política pró-aborto quase irrestrita indiana, a proporção de meninas em províncias como a de Punjab chegaram a incríveis 300 para cada mil meninos. Significa dizer que em algumas regiões 2/3 das meninas que deveriam existir simplesmente não estão lá. Escolas, pátios, ruas, e só se encontram meninos. Estima-se que na Índia em 20 anos cerca de 10 milhões de meninas foram voluntariamente abortadas.
Não é preciso grande esforço para concluir que as perspectivas para este país são desesperadoras. Qualquer sociedade em desequilíbrio de gênero segue mal das pernas e em vias de caos social. O raciocínio é simples: se há escassez de homens ou mulheres, famílias não se formam, crianças não nascem, a economia retrai e o colapso conseqüente segue com a eclosão do sistema previdenciário. Muitos vivem, poucos trabalham, ninguém para pagar as contas.
O que é mais curioso nesta tragédia humanitária toda é notar como o direito ao aborto, que na ideologia feminista existe para defender os direitos da mulher, está ele mesmo a dizimar os direitos da mulher. No afã de um igualitarismo irrestrito e de direitos femininos ilimitados ao próprio corpo, vai-se conhecendo a maior discriminação prática à mulher que já se ouvir falar, àquela aonde não lhes foram concedidas nem o direito a própria existência.
Aonde estão as feministas, aonde estão os defensores apaixonados dos direitos da mulher? Silenciosos. À parte. Mas não lhes neguemos uma parcial coerência. Claro, porque uma vez que se quebrou o valor íntrinseco e objetivo do ser humano pelo simples fato de ter sido concebido, atrelou-o ao valor do relativo e do subjetivo. À luz desse novo código de ética pragmático aonde cada um tem direitos na medida da sua utilidade, quem poderá condenar uma pessoa ou uma sociedade que decide por fim a um gênero específico apenas porque no seu contexto é mais prático e rentável ter apenas um deles?
Na vida real a expressão "aborto como direito da mulher" tende assim a pura contradição, pois não pode, em absoluto, contemplar direito algum à mulher já gerada e prestes a nascer. Aliás, a esta só lhe resta a sorte e o ocaso. A prova? Grita silenciosamente através dessas milhares de mulheres indianas que deixaram de existir pelo simples fato de não serem convenientes.
É hora de entendermos, como dizia Aristóteles, que "o menor desvio inicial na verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança"; ou contemos agora o avanço da mentira do aborto como direito da mulher, ou será a vida humana corrompida em morte multiplicando-se sem fim e sem volta para todos nós e para o nosso futuro.
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Veritatis Splendor
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Aborto e dignidade da pessoa humana
A humanidade assimilou este reconhecimento como um valor universal
Professor de Teologia Moral, Diretor da Faculdade de Teologia da PUC-Rio
Amplia-se o debate sobre o aborto em nosso país. Muitas são as visões que se interpõem, díspares muitas vezes. Nos meios de comunicação em geral, as posições aí aportadas nem sempre são um consenso; muitas vezes são contraditórias. Por isso, é indispensável estimular a nossa atenção, aguçar a razão e esclarecer a consciência sobre problemas importantes de nossa sociedade.
Quando o assunto é o aborto, importa salientar alguns pontos básicos. Inicialmente, apontamos para o valor da dignidade da pessoa humana. Subjaz a esta o reconhecimento de uma realidade intrínseca, inerente ao próprio ser humano. Presente em cada pessoa, em sua essência mesma, esta dignidade é reconhecida como incomparável, inviolável e inalienável. A humanidade, depois de guerras, holocaustos, genocídios etc, assimilou este reconhecimento como um valor universal que não se pode simplesmente vender, transferir, abdicar ou anular. Trata-se de um respeito devido a cada pessoa.
A diversidade existente entre povos, culturas e mesmo civilizações não implica em diferentes valorações da dignidade das pessoas. O Cristianismo traz, como experiência própria, o testemunho de uma comunidade/povo que se constitui sem fronteiras de raça, povo ou nação. Todos são iguais e reconhecidos em igual nível e valor, porque dotados da mesma dignidade. Cada ser humano, indistintamente, traz estampado em si mesmo este valor em todo o percurso da vida, valor que o marca em todas as suas dimensões, quer corporal/somática, quer psico/afetiva, quer familiar/comunitário/social, quer espiritual/transcendente. Assume-se o ser humano integralmente, incluído todo o percurso de sua vida, o que afasta qualquer resvalo reducionista.
Desde o primeiro instante de sua existência, que se inaugura com o aparecimento de um genoma humano distinto dos pais, o ser humano tem direito à vida; ele traz estampada em si, desde aquele primeiro instante, a dignidade humana. Estamos ante o momento da concepção, a partir do qual o ser humano, no estágio de zigoto, não é mais uma “coisa”, um “meio”; a partir de então, o conceptus humano tem direito à vida, tornando-se sujeito de direitos. E o primeiro dentre estes é o de poder prosseguir o seu caminho de vida, sendo respeitada a sua dignidade. Não estamos diante de algo abstrato, nem mesmo relativo, passível de apreciações subjetivas ou utilitaristas ou ainda de flexibilizações retóricas diversas.
Também neste caso, a consciência, que se queira certa, busca fundar-se e formar-se de maneira reta e verídica. Isto significa que ela busca ter clareza e certeza dos valores que busca, fundando-se no bem e na verdade. Este empenho permite a emergência de um juízo moral esclarecido, não resvalando em juízos errôneos. É neste contexto que o Catecismo da Igreja Católica afirma que “o ser humano deve sempre obedecer ao juízo certo da sua consciência” (n° 1790). Descuidando-se da procura da verdade e do bem, a consciência pode deslizar em julgamentos errôneos, padecer de ignorância, permanecer obcecada por visões relativas, ficar comprometida com o hábito do pecado.
Ante o aborto, afirmamos que “o respeito à vida aparece como um dos princípios mais fundamentais e evidentes”, como bem sublinha o teólogo espanhol E.L. Azpitarte. A Santa Sé, na Carta dos Diretos da Família, de 1983, é contundente ao dizer que “a vida humana deve ser respeitada e protegida de modo absoluto, desde o momento da concepção” (n° 4). A noção de base é o respeito da vida humana, integralmente, do início ao fim. Não podemos sujeitar o respeito de sua dignidade a elementos ou circunstâncias que lhe sejam externos, como se ela fosse algo marginal, relativo, suscetível a mutações segundo interesses, visões e/ou utilizações várias. Grandes desastres na humanidade, como genocídios, holocaustos, abortos e mesmo guerras, começaram por cultivar visões estreitas, reducionistas, utilitaristas, resvalando em maniqueísmos demonizadores do diferente, este rapidamente apontado como adversário malévolo, em seguida suscetível à eliminação.
Importa, hoje, assumir uma posição clara em favor da vida de todos os seres humanos. Desde o primeiro instante da gravidez, quando o óvulo é fecundado, há uma nova vida que precisa de proteção, de acolhida e de amor. Isto implica, conseqüentemente, numa proteção e expansão da vida humana em todas as suas dimensões, na globalidade e unidade de seus componentes, aspectos, dimensões, valores, exigências. Esta antropologia integral é o fundamento, a medida, o critério, a força para a solução que é proposta acerca dos mais diversos problemas. Estes referenciais formam um grande consenso na comunidade teológica. Teólogos, da magnitude do italiano Dionigi Tettamanzi, os têm apresentado com especial clareza e contundente atualidade.
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Revista Shalom Maná - Ed. Shalom
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Revista Shalom Maná - Ed. Shalom
A gravidade do aborto
A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta
O Jornal “Folha de S.Paulo” (Rio de Janeiro, 20ago06) informou que uma pesquisa realizada com cerca de 5 mil jovens em três municípios do Brasil (Rio, Salvador e Porto Alegre) aponta que 16,7% das adolescentes abortaram o primeiro filho, e 45,9% dos rapazes tiveram namoradas que interromperam a primeira gravidez.
A pesquisa mostrou ainda que 15,5% das moças desejaram provocar aborto ao engravidar do primeiro filho, e 11,12% tentaram realizá-lo sem sucesso. Já entre os rapazes, 20% informaram que desejavam que suas parceiras interrompessem a gravidez. A pesquisa foi feita pela pesquisadora Greice Menezes. Segundo a pesquisadora, quem mais faz abortos são as jovens de maior renda e escolaridade. A pesquisa apontou que as mulheres que tinham nível de escolaridade médio ou superior completo relataram três vezes mais o desfecho do aborto na primeira gravidez do que as jovens de baixa escolaridade.
Em relação à renda, as moças que vinham de famílias cuja renda per capita era superior a um salário mínimo relataram ter recorrido ao aborto quatro vezes mais do que as jovens que vieram de famílias com renda inferior a este piso salarial.
Este dado quebra o argumento de que o aborto é uma “solução social”. Meninas de maior renda podem se submeter ao procedimento em clínicas particulares e ter atendimento médico. Já as mais pobres, segundo a pesquisadora, fazem uso de medicamentos abortivos e chás.
A Igreja condena radicalmente o aborto em todos os casos! Não é licito matar a criança no ventre materno; nem os animais fazem isso, ao contrário, defendem suas crias com valentia. Nem mesmo em caso de estupro pode se justificar o aborto, pois o punido pelo crime deve ser o estuprador e não a criança inocente!
A Igreja ensina no Catecismo da Igreja Católica (CIC) que:
“A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos os seus direitos de pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo ser inocente à vida.
Antes mesmo de te formares no ventre materno eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei (Jr 1,5).
Meus ossos não foram escondidos quando eu era feito, em segredo, tecido na terra mais profunda (Sl 139,15).” (§2270)
Desde o primeiro século a Igreja afirmou a maldade moral de todo aborto provocado. Já dizia a (Didaché 2,2) no século I: "Não matarás o embrião por aborto e não farás perecer o recém-nascido." (Didaché 2,2)
O Concílio Vaticano II disse que: “O aborto e o infanticídio são crimes nefandos” (GS 51,3)
Também quem coopera com um aborto é igualmente culpado. Tanto a pessoa que pratica este crime como quem a ajuda são excomungados pela Igreja.
“A cooperação formal para um aborto constitui uma falta grave. A Igreja sanciona com uma pena canônica de excomunhão este delito contra a vida humana. “Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae” (CDC, cân. 1398) “pelo próprio fato de cometer o delito” (CDC, cân. 1314) e nas condições previstas pelo Direito (CDC, cân 1323-1324). Com isso a Igreja não quer restringir o campo da misericórdia. Manifesta, sim, a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao inocente morto, a seus pais e a toda sociedade.” (CIC §2272)
(A expressão latina latae sententiae significa “de sentença já promulgada” e indica que o transgressor incorre na excomunhão sem que a autoridade competente precise pronunciar-se.)
Felipe Aquino
www.cleofas.com.br
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Não-violência contra as mulheres
Como dormir com o próprio agressor?
25 de Novembro é o Dia Internacional da Não-violência contra a Mulher. A data foi escolhida para recordar o assassinato de três irmãs pela ditadura de Leônidas Trujillo, na República Dominicana. Em 1999, a ONU reconheceu esta data como um “dia internacional” de eliminação da violência contra a mulher. Na verdade, o dia 25 é apenas o início de uma camapanha mundial pelos direitos das mulheres. A campanha se encerra no dia 10 de dezembro, aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 1948.
Em 2004, o Ibope realizou uma pesquisa sobre a situação da violência contra as mulheres. 81% dos entrevistados identificaram a bebida como causa desta situação. 61% indicaram que o motivo da violência de maridos contra suas mulheres é o ciúme. Desemprego e situação econômica também aparecem como causas. A pesquisa procurou fazer o mapa da violência e descobriu que é mais frequente acontecer mesmo dentro de casa. Em segundo lugar vem o assédio sexual no local de emprego.
Parece mesmo que a raiz da violência já está no modo como se educam meninos e meninas. Muitas vezes, esta educação ainda é fortemente machista. Valoriza-se a agressividade e a força física do filho homem. Enquanto isso, a mulher é educada para ser dócil e submissa. Outras vezes, a educação das meninas estimula a dependência total. É o caso de alguns lugares em que a evasão escolar é maior entre as mulheres, que precisam trabalhar em casa. Outro elemento da educação feminina é sofrer calada. Muitas vezes até se utilizam exemplos religiosos para dizer que é uma virtude feminina sofrer sem reclamar.
De um tempo para cá as mulheres têm reagido a este tipo de educação. As delegacias da mulher ajudam a fazer com que a denúncia não represente um risco ainda maior. Como dormir com o próprio agressor? Quantas vezes recebi mulheres que mostravam as marcas da violência em seus braços e pernas. Uma delas era sistematicamente queimada pelo cigarro do marido. Outra ouvia o conselho da mãe: "Casou? Agora tem que suportar tudo". Definitivamente, não é este o sentido daquele "na saúde e na doença, na alegria e na tristeza", pois o amor matrimonial tem que ser uma via de mão dupla. Deus quer que amemos com um amor inteligente. Isto significa que se um marido coloca em risco a integridade física de sua esposa e/ou filhos, a mulher tem o direito e até a obrigação de denunciá-lo à delegacia da mulher e afastar-se do agressor. Isto não caracteriza abandono do lar e deve estar claramente expresso no Boletim de Ocorrência.
A violência contra a mulher tem muitas faces. Pode ser física, mas também moral. Pode ser discriminação pelo simples fato de ser mulher. Pode ser uma violência psicológica ou sexual. Esta não se resume no estupro. O Código Penal Brasileiro fala de sedução, atentado violento ao pudor e o ato obsceno.
O custo da violência contra a mulher é um detalhe que muitas vezes escapa aos nossos olhos. O Banco Mundial fez uma pesquisa e descobriu que um em cada 5 dias de falta ao trabalho é provocado pela violência que as mulheres sofrem em suas casas. Outro dado alarmante da mesma pesquisa é que, na América Latina, a violência doméstica atinge entre 25% e 50% das mulheres.
Tudo isso nos faz pensar naquela atitude de Jesus quando quiseram apedrejar a mulher pecadora. Ele diz: "quem não tiver pecado atire a primeira pedra..." e se coloca a escrever no chão. O que ele teria escrito? Sempre imagino que ele escreveu a lista dos homens que já teriam estado com aquela mulher e estavam ali hipocritamente com uma pedra na mão. Depois de todos irem embora envergonhados ele olha nos olhos da mulher e diz: Mulher, ninguém te condenou? Nem eu te condeno! Jesus ensina como romper o círculo vicioso da violência e inaugurar o círculo virtuoso da paz!
Padre Joãozinho, SCJ
http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/
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O descaso com a adolescência: anticoncepcional na pele
Nossas autoridades não têm algo mais ético e mais humano para oferecer?
É impressionante o descaso e o desrespeito com que está sendo tratada a adolescência no Brasil, em relação à vida sexual. Neste final de semana, em Fortaleza (CE), uma médica pediatra me informou que meninas são incentivadas a engravidar para ganhar a Bolsa Família. Agora, a Prefeitura de Porto Alegre (RS) iniciou um programa de implante de anticoncepcionais para prevenir gravidez prematura em 2.500 adolescentes de 15 a 18 anos, escolhidas por critérios de renda. (fonte: agência Folha de São Paulo, Léo Gerchmann, 28 nov 06).
A iniciativa é uma parceria entre a gestão municipal e a ONG Instituto da Mulher Consciente. Não sei que consciência é esta que se quer dar à mulher, e mais especificamente à adolescente.
O anticoncepcional que será aplicado nas adolescentes pelo programa previne a gravidez por três anos. São utilizados bastonetes flexíveis de 4 cm. O implante ocorre com uso de anestesia local, sob a pele da parte anterior do braço da mulher. Com ele, o bastonete libera na corrente sangüínea, diariamente e por três anos, a dose de hormônio para inibir a ovulação.
Pergunta-se: que conseqüências esse medicamento terá para a saúde dessas meninas?
Diz a reportagem da Folha que uma especialista responsável pelo setor de doenças sexualmente transmissíveis da Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul, "mostrou preocupação quanto a um eventual relaxamento no uso de preservativos pelas adolescentes do programa". Quer dizer, já não bastava a distribuição promíscua de preservativos para que as meninas façam "sexo seguro" à vontade, agora se estabelece mais um meio de impedir a gravidez, além da já conhecida abortiva "pílula do dia seguinte".
Será que nossas autoridades não têm algo mais ético e mais humano para oferecer às nossas adolescentes, especialmente as mais pobres, a não ser tratá-las como meros animais de reprodução, que podem fazer sexo a vontade, mas sem o perigo de engravidar? Será que essas meninas não têm o direito de serem olhadas como dignas criaturas de Deus?
É óbvio que com este "medicamento" que previne a gravidez por três anos, muitas adolescentes sem orientação moral, sem pais que as acompanhem, vão fazer do sexo um meio de "vida fácil". É um paradoxo terrível: de um lado os governos querem coibir a prostituição da menor, o que é correto, mas de outro lado abrem as portas para que elas vivam a vida sexual sem compromisso, fora do casamento e sem responsabilidade. Nunca vi um incentivo tão imoral ao sexo fora do plano de Deus.
O homem não é apenas um corpo; tem uma alma imortal, criada para viver para sempre na glória de Deus. Desgraçadamente a nossa sociedade promove hoje o sexo acintoso, sem responsabilidade e sem compromisso, e depois se assusta com as milhões de meninas grávidas, estupros, separações, adultérios, etc. É claro, quem planta ventos, colhe tempestades.
Isto é imoral e decadente. Não estamos trabalhando com animais, mas com pessoas cuja dignidade é a de filhos de Deus, criados à sua imagem e semelhança.
A moral e a ética exigem ensinar aos jovens o auto-controle de suas paixões, vencer a AIDS pela castidade, e não pelo uso vergonhoso da "camisinha", que incentiva ainda mais a imoralidade.
O Papa João Paulo II assim se expressou sobre a "camisinha":
"Além de que o uso de preservativos não é 100% seguro, liberar o seu uso convida a um comportamento sexual incompatível com a dignidade humana... O uso da chamada camisinha acaba estimulando, queiramos ou não, uma prática desenfreada do sexo ... O preservativo oferece uma falsa idéia de segurança e não preserva o fundamental" (PR, nº 429/1998, pág. 80).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já avisou que os preservativos não impedem totalmente a contaminação do vírus, uma vez que esses são muitíssimos menores que os poros do látex de que são feitas as camisinhas. A revista Seleções (dezembro de 1991, pgs. 31-33), trouxe um artigo do Dr. Robert C. Noble, condensado de Newsweek de Nova Iorque (1/4/91), que mostra como é ilusória a crença no tal “sexo seguro” com a camisinha.
A pesquisadora Dra. Susan C. Weller, no artigo A Meta-Analysis of Condom Effectiveness in Reducing Sexually Transmitted HIV, publicado na revista Social Science and Medicine, (1993, vol. 36, issue 12, pp. 1635-1644), afirma: "Presta desserviço à população quem estimula a crença de que o condom (camisinha) evitará a transmissão sexual do HIV. O condom não elimina o risco da transmissão sexual; na verdade só pode diminuir um tanto o risco".
"As pesquisas indicam que o condom é 87% eficiente na prevenção da gravidez. Quanto aos estudos da transmissão do HIV, indicam que o condom diminui o risco de infecção pelo HIV aproximadamente em 69%, o que é bem menos do que o que normalmente se supõe" (PR, nº 409/1996, pp. 267-2274).
Isto significa que, em média, três relações sexuais com camisinha têm o risco equivalente a uma relação sem a camisinha. Convenhamos que é um alto risco, já que a AIDS não tem cura ainda. É como uma "roleta russa".
O Dr. Richard Smith, especialista americano na transmissão da AIDS, apresenta seis grandes falhas do preservativo, entre as quais a deterioração do látex devido às condições de transporte e embalagem. Afirma o Dr. Richard que:
"O tamanho do vírus HIV da AIDS é 450 vezes menor que o espermatozóide. Estes pequenos vírus podem passar entre os poros do látex tão facilmente em um bom preservativo como em um defeituoso" (Richard Smith, The Condom: Is it really safe saxe?, Public Education Commitee, Seattle, EUA, junho de 1991, p. 1-3).
O Dr. Leopoldo Salmaso, médico epidemiologista no Hospital de Pádua, na Itália, afirma que: "O preservativo pode retardar o contágio, mas não acabar com ele" (idem).
A Rubler Chemistry Technology, Washington, D.C., junho de 1992, afirma que: "Todos os preservativos têm poros 50 a 500 vezes maiores que o vírus da AIDS".
Quando falou da educação sexual, assim se expressou o Papa João Paulo II, na Carta às Famílias(1994): "A educação sexual, direito e dever fundamental dos pais, deve fazer-se sempre sob a sua solícita guia, quer em casa quer nos centros educativos escolhidos...
Neste contexto é absolutamente irrenunciável a "educação para a castidade" como virtude que desenvolve a autêntica maturidade da pessoa e a torna capaz de respeitar e promover o 'significado nupcial' do corpo".
"Por isso a Igreja opõe-se firmemente a uma certa forma de informação sexual, desligada dos princípios morais, tão difundida, que não é senão a introdução à experiência do prazer e um estímulo que leva à perda – ainda nos anos da infância – da serenidade, abrindo as portas ao vício" (FC, 37).
"O conhecimento deve conduzir a educação para o autocontrole: daqui a absoluta necessidade da castidade e da permanente educação para ela. Segundo a visão cristã, a falta de estima pela sexualidade humana: ela significa antes a energia espiritual que sabe defender o amor dos perigos do egoísmo e da agressividade e sabe voltá-lo para a sua plena realização" (FC, 33).
O resto é incitar ao sexo fora de hora e fora de lugar.
Felipe Aquino
www.cleofas.com.br
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A perversidade da pílula do dia seguinte
Não estamos lidando com animais
O jornal Folha de S. Paulo publicou (30 nov 06) que o "Tribunal de Justiça de São Paulo" derrubou a lei aprovada pela Câmara Municipal de São José dos Campos (SP) que proibia a distribuição da "pílula do dia seguinte" na rede de saúde da cidade.
O TJ julgou procedente ação direta de inconstitucionalidade movida pelo Ministério Público do Estado, segundo a qual apenas o governo federal pode legislar sobre políticas públicas de saúde.
Esta lei aprovada pela Câmara Municipal de São José dos Campos, bem como em outras cidades, foi sem dúvida devido a atuação corajosa dos católicos que são vereadores nessas Câmaras.
Sem querer entrar no mérito de julgar a inconstitucionalidade ou não da lei que proíbe o uso da "pílula do dia seguinte", é de se lamentar profundamente que as autoridades de saúde do governo federal e o Ministério Público aprovem a distribuição dessa pílula reconhecida por muitos cientistas como abortiva e perigosa para as jovens. Para se avaliar o perigo da mesma, basta dizer que a sua carga hormonal é vinte e cinco vezes superior a de uma pílula anticoncepcional, como afirmou o bispo Dom Rodrigo Aguilar Martinez - bispo de Matehuala e presidente da Comissão Episcopal de Pastoral Familiar do México (Zenit, 22 julho 2005).
Que males isto faz para a mulher, sobretudo para as jovens? "Ela equivale a uma bomba hormonal para a mulher, com todos os efeitos agressivos e riscos. Altera o processo de ovulação, podendo provocar esterilidade para toda a vida. Pode causar severos danos à saúde: sangramentos, dores de cabeça e náuseas. Seu uso freqüente pode provocar: danos no fígado, tapar as artérias e provocar infarto, embolias no cérebro ou no pulmão e hemorragias cerebrais, complicar as alterações provocadas pelo tabagismo, aumentar os riscos do colesterol elevado podendo produzir danos no pâncreas, pode produzir cegueira por trombose da artéria da retina, piorar o diabetes. Aumentar o risco de desenvolver câncer de colo do útero e de mama além de depressão", garante o Bispo.
Já houve vários casos de mortes de jovens causadas pelo uso dessas pílulas. Por exemplo, o jornal O Globo publicou em sua edição de 11/01/01, p.30: que uma menina de 15 anos, Caroline, filha de Jenny Bacon, morreu em Londres, após tomar a pílula do dia seguinte, o que revoltou os pais das alunas na escola onde a pílula é distribuída até para meninas com apenas onze anos.
O Dr. Jerome Lejeune, francês, um dos maiores geneticistas do século XX, já avisava na década de 90 que a pílula do dia seguinte "é uma bomba para o organismo da mulher".
O Dr. Helio Begliomine membro de diversas sociedades nacionais e internacionais, denuncia ao público a pílula do dia seguinte pelos efeitos contrários à saúde e à vida humana que ela acarreta. E denuncia que há interesses econômicos de grandes firmas que estimulam a sua difusão camuflando as conseqüências negativas que ela possa ter para a mulher e para a sociedade em geral. (Revista PR n.468 - 2001)
Segundo os estudos científicos de D. Rodrigo Aguiar, no caso da pílula do dia seguinte, está comprovado que pode ter três efeitos: "Primeiro: impedir ou atrasar a ovulação. Segundo: Ainda que tenha tido a ovulação, impedir que se dê a fecundação do óvulo pelo espermatozóide. Terceiro: Ainda que tenha havido a fecundação, impedir que o óvulo fecundado se anide ou implante no útero. Este efeito anti-implantatório do óvulo fecundado está fundamentado não só pelo fabricante da pílula, mas também por extensa bibliografia médica."
A Igreja não tem dúvida de que a pílula do dia seguinte é abortiva; por isso denuncia isto. Estamos falando de um efeito abortivo, pois, segundo a genética, a vida humana inicia desde o momento da fecundação do óvulo pelo espermatozóide. O óvulo fecundado tem já seu mapa genômico próprio e individual, diferente do mapa genômico do pai e da mãe. Se se impede que este óvulo fecundado possa se implantar no útero (nidação), estamos falando de um aborto, ou seja, de um assassinato, e do ser humano mais indefeso.
Afirma o citado Bispo que "os que promovem a pílula do dia seguinte manipulam a linguagem científica: falam de concepção até que se implante o óvulo no útero. Enquanto não se implanta o óvulo fecundado, chamam-no de pré-embrião; já implantado, chamam-no de embrião." Para a Igreja não existe pré-embrião, mas apenas embrião, já portador de uma alma imortal desde o primeiro momento da sua concepção, mesmo antes de sua nidação no útero da mãe.
A distribuição da pílula anticonceptiva normal e agora a de emergência, está provocando cada vez mais a promiscuidade, acentuando uma sexualidade onde o primordial, onde o único motivo é buscar o prazer. Nesta visão hedonista do sexo, o filho torna-se um intruso, um estorvo que se deve descartar. E a mulher é reduzida a um objeto de prazer.
É lamentável que nossas autoridades não vejam isto!
A solução não é distribuir pílulas às jovens, mas reorientar o autêntico sentido da sexualidade, que é expressão do ser humano em sua totalidade. O ato sexual não é só para o prazer, mas o prazer deve acompanhar intenções mais nobres, como a unidade do casal e a comunhão do homem e da mulher, assim como a transmissão da vida. O ato sexual não pode ser apenas um ato de prazer, como para os animais; isto animaliza o homem e a mulher. Ele não é um fim último, mas um meio para a unidade do casal e a procriação. O amor que nutre o matrimônio está chamado a ser fecundo, aberto a outras vidas humanas, no sentido de paternidade responsável.
Pior mesmo do que a gravidez, é a liberação dos atos sexuais fora do matrimônio, que essas medidas geram. Nosso desafio é educar as crianças, os adolescentes e jovens a viver sua sexualidade de uma maneira responsável e plena, e não ficar distribuindo pílulas, camisinhas e laqueaduras. Não estamos lidando com animais.
O Catecismo da Igreja ensina que:
§2270 – "A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos os seus direitos de pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo ser inocente à vida.
"Antes mesmo de te formares no ventre materno eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei" (Jr 1,5). "Meus ossos não foram escondidos quando eu era feito, em segredo, tecido na terra mais profunda" (Sl 139,15).
A sociedade católica precisa reagir a esses absurdos, antes que a nossa civilização volte aos tempos da barbárie dos séculos V.
Felipe Aquino
www.cleofas.com.br
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Brasil apóia pior genocídio atual no planeta
O povo brasileiro deveria colocar luto
O editorial da Folha de São Paulo de domingo (03 dez 06) sob o título "Em péssima companhia" trouxe uma lamentável e incompreensível medida tomada pelo governo do Brasil na ONU.
Diz o Editorial do Jornal que "Brasília acaba de emprestar seu aval ao pior genocídio em curso no planeta: o massacre de Darfur, que já matou mais de 200 mil pessoas e deixou 2,5 milhões de refugiados no Sudão. Na terça-feira, no Conselho de Direitos Humanos da ONU, o Itamaraty se absteve de votar uma resolução que exigiria do Sudão o julgamento dos responsáveis pelo morticínio. A resolução acabou derrotada por 22 a 20 e 4 abstenções. Diplomatas sudaneses mal continham a satisfação diante do voto brasileiro.
A carnificina em Darfur começou em 2003, quando a população local rebelou-se contra o governo central, o qual acusava de discriminar os grupos não-árabes. Cartum passou então a armar a milícia Janjaweed, de sudaneses arabizados, que deu início a uma 'limpeza' étnica".
Diz o Editorial ainda que "O resultado da votação no Conselho diz tudo sobre a posição brasileira: o Itamaraty abandonou a companhia de países como Canadá, Finlândia, Holanda e Suíça - que condenaram o Sudão - para juntar-se a algumas das piores ditaduras do planeta. Votaram a favor de Cartum ou abstiveram-se nações como Arábia Saudita, Argélia, China, Cuba, Paquistão, Rússia e Zâmbia".
Por causa disso, o novo Conselho de Direitos Humanos da ONU é tão ruim e desacreditado como a anterior Comissão de Direitos Humanos. "A aliança espúria entre ditaduras e países sem fibra moral faz com que a única nação sempre condenada pelo Conselho seja Israel".
O Itamaraty sacrificou os princípios morais – a defesa dos fracos e oprimidos da chacina de Darfur – e isto coloca o Brasil na terrível e vergonhosa posição de país que se cala diante do pior genocídio que acontece hoje, que preocupa tremendamente o Vaticano e o Papa Bento XVI.
O povo brasileiro deveria colocar luto!
Felipe Aquino
fwww.cleofas.com.br
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