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domingo, 17 de julho de 2011

- Prostituta, mamãe.

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Prostituta, mamãe.
A prostituição no Brasil já se encontra na classificação brasileira de ocupações, a CBO do Ministério do Trabalho e Emprego. No congresso Nacional tramita projeto de lei de autoria do Deputado Federal, fundador do partido Verde, Fernando Gabeira que busca legalizar tal prática.
Muitos defendem a aprovação desta lei por considerarem a prostituição como profissão contemporânea aos inícios da civilização, argumento apadrinhado pelo próprio Deputado Gabeira. Mas o fato de uma prática ser antiga não implica no fato de ter aprovação e legalização. Desde as origens também se dá notícias de práticas de fraude, violência à mulher, escravidão, dentre outras que jamais poderiam ser reconhecidas legalmente, ao menos que alguns parlamentares venham a pensar diferente e queiram institucionalizá-las.

Essa lei do Deputado Fernando Gabeira é um verdadeiro absurdo. Como incentivar o comércio do próprio corpo tendo em vista majoritariamente a arrecadação de recursos por meio de impostos? A pátria que aprova o comércio dos corpos de seus cidadãos transformando-os em rendimentos financeiros compara-se à pior estirpe de cafetinas, aquelas que são capazes de entregar o corpo da própria filha à prostituição.

O projeto de lei foi reprovado pela Comissão de constituição e justiça da Câmara. Contudo os militantes pela causa continuam sua luta. A estes o questionamento: Aprovando tal lei, no Brasil, como se combaterá a prostituição infantil, que cresce vertiginosamente? Quem convencerá de que a prostituição não é algo salutar a uma jovem menor se ela mesma sabe que a prática é reconhecida como profissão em seu país, no mínimo adentra-se num emaranhado de contradições.

O deputado é considerado pela revista Veja como político paladino, uma espécie de quase-herói — infelizmente, no Brasil, político que não faz nada além de sua obrigação, como não roubar, é ovacionado como feitor bravio de grandes coisas — Gabeira ainda legisla a favor da legalização do uso da maconha. Basta uma conversa mais demorada com uma pessoa envolvida na prostituição para se ouvir que o desejo é sair de tal vida, ou que não pretende terminar os dias nesta situação.

Como incentivar uma prática que não traz realização? Profissão supõe realização integral da pessoa, diferente do aparente sucesso pelo simples fato de ter rendido boas cifras naquele turno de “trabalho”.

Além do quê, deve ser levado em consideração, o que insistem em ignorar, a pessoa não é somente seu corpo, ela é uma união de matéria e alma espiritual, intrinsecamente amalgamada. Não há como dissociar uma realidade da outra. Tudo isso, sem contar o sofrimento terrível de chegar à conclusão de que se precisa vender o próprio corpo para sobreviver e sustentar seus dependentes, como assevera muito das pessoas que praticam a prostituição.
Nossos políticos deveriam preocupar-se em arregimentar políticas que retirassem as pessoas da prostituição, que as conscientizasse sobre a dignidade humana e o valor do corpo. Constatamos, no entanto uma postura repetida de nossos representantes políticos: Procura-se a via do mais fácil, rentável e menos complicado, não obstante que seus representados carreguem fardos pesados às costas e consciências.

Nós, cristãos, devemos dar uma resposta em conjunto ao deputado Fernando Gabeira. Não basta alarmar-se com a notícia ou achar que não se pode fazer nada. Podemos sim, mais do que isso, devemos fazer. E isso não podemos delegar a outro. Deixo registrado os contatos do deputado para que você entre em contato e manifeste sua opinião. Não perca tempo e faça isso agora.


DEPUTADO FERNANDO GABEIRA
CÂMARA DOS DEPUTADOS FEDERAIS
GABINETE 332, ANEXO IV, PRAÇA DOS TRÊS PODERES, BRASÍLIA – DF
CEP: 70160-900
61) 3215 5332
FAX: 61) 3215 2332
e-mail «dep.fernandogabeira@camara.gov.br »

Caso não interfiramos nesta matéria, que nos diz muito respeito, com a aprovação de tal lei, será, dentro em breve, normal e comum ouvir da boca de alguma criança ao ser interpelada sobre o que desejaria ser quando crescer, numa conversa familiar, por exemplo, a resposta: prostituta, mamãe.

Vanderlúcio Souza - Membro da Comunidade Católica Shalom
Vanderluciosz@yahoo.com.br


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por Vanderlúcio Souza, Bacharel em Filosofia, Membro da Comunidade Shalom

sábado, 16 de julho de 2011

Eleições, Chico Buarque e Nossa Senhora


Em meio a dezenas de e-mails sobre as próximas eleições, acabo de receber uma cândida mensagem introdutória de um vídeo do saudoso Festival Nacional da Canção:
 Estávamos  (quase)  todos  na  idade  dourada  dos  20  anos.  Mudaram  os  tempos,  mudamos  nós,  partiram  muitos.  Apenas  a  roda  viva  continua  a  mesma.
Fiquei a pensar na lista de sessentões para quem o e-mail havia sido encaminhado, mas logo meu pensamento voou para meus jovens filhos e meus netos ainda crianças, para os milhões de jovens do Brasil. Foi então que questionei: Mudaram os tempos? Mudamos nós? A roda viva continua a mesma?
O texto que acompanhava o vídeo de Chico Buarque e o MPB4 cantando “Roda Viva” chamava atenção para o uso de um único microfone para cinco pessoas a se espremerem para lhe ter acesso. Hoje, com certeza, teríamos, no mínimo, cinco microfones, fora o do apresentador. Parece, entretanto, que o número de microfones é a mudança mais significativa entre o Festival dos anos 60 e os anos seguintes.
Os tempos mudaram, talvez, só na aparência. Nos anos 60, estávamos em tempo de ditadura “braba”. Imprensa censurada, músicas censuradas, filmes censurados, universidades censuradas, professores e alunos do ensino médio e universitário igualmente censurados em suas falas e ações. Mas também após a ditadura soubemos de  mentira, de corrupção, de fantasia, de populismo, de falatório vazio, de discursos enfáticos que não dizem nada com nada, tudo apoiado no aumento do poder aquisitivo das classes C e D, em um justo aumento de brasileiros considerados “classe média”. Mais uma vez, o dinheiro aliado ao poder justifica todo erro, fecha os olhos a toda mentira, aliena todo um povo.
Alienação e irracionalidade poderão nos levar a tempos de falta de liberdade e de valores morais semelhantes aos que vivemos nos anos 60. Basta votarmos errado. Precisaremos, então, aumentar a abrangência e número de metáforas geniais do Chico Buarque para que aqueles que não são afeitos à leitura não entendam que estamos falando deles. As metáforas, então reduzidas ao “regime” terão agora que abranger também a defesa da vida desde a concepção até o ocaso natural (o que já é uma metáfora para aborto descriminalizado e eutanásia – que, por sua vez, é metáfora para aborto provocado, por sua vez metáfora para assassinato de inocentes pela própria mãe e pela metáfora de “saúde pública” – ora deixem-me rir!).
E se votarmos em políticos e partidos errados, que vençam as eleições, que triste e profundo lamento ecoará do coração de Deus e do nosso pelos milhões de brasileiros a serem abortados legalmente? Que metáforas utilizarão os escritores e poetas para o cruel infanticídio do aborto que chamam “assunto de saúde pública? Que metáforas usaremos para a eliminação sumária do doente ou idoso que “dá trabalho” e gasta à toa dinheiro do governo?
Será que os tempos realmente mudaram? Nos anos 60 e 70, censurada a imprensa, as artes, todas as formas de fazer cultura, falava-se em “Roda Viva”, que calava a viola, emudecia as canções, roubava a alegria, cerceava a liberdade. E agora, qual seria o nome da roda diante do fascismo-comunismo moderno com seus métodos de dar inveja a Lênin e Trotsky, a Hitler e Mussolini? Que metáforas usaríamos para “tem dia que a gente se sente como quem partiu ou morreu”? Haverá outra? Não se sentirão assim os jovens que se iludiram com tantos na época da eleição com discursos tão atraentes? Como se sentirão os jovens ludibriados por tais discursos, por obras “de mentirinha”, por manobras econômico-financeiras que cedo ou tarde explodirão? Ou será que todos estamos alienadamente felizes por ter mais e “ser gente”, como ouvimos na TV?
E os pais de família? Como se sentirão quando não puderem mais educar seus filhos na fé, como gostariam? Ou quando ensinarem algo em casa e o virem destruído pelos professores que seguem cartilhas partidárias, repletas do ideário de representantes do partido em cada esfera política, resplandecente em maquiagens e luzes  que encobrem os defeitos e maquiagens, vestidos de povo ou de executivo, revestidos de mentira do marketing exportado – pasmem! – dos Estados Unidos!!! Ironia das ironias!
Os que seguirem Jesus, como se sentirão ao serem perseguidos por causa de sua fé? Como reagirão ao verem banidos dos locais públicos, do Senado, do Congresso, das Assembléias Legislativas, das escolas todos os símbolos do catolicismo? Que nova alternativa usarão para evangelizar livremente, para falar, escrever, ler, expressar-se sobre sua fé?
É! Os tempos, de fato, mudaram. Que diferença abissal entre 2010 e os anos 60! Quem não mudou foi o homem em sua sede de poder e de ter a qualquer custo, colocando, como Maquiavel, o fim a justificar os meios, descaradamente, sem nenhum escrúpulo. A metáfora “roda viva”, portanto, continua a servir. Na verdade, é apropriada a toda ditadura, seja militar, seja fascista, seja dos que querem se perpetuar no poder.
Em 1989, presenciamos, todos, a queda do muro de Berlim. Morte do comunismo, pensamos.. Fim do autoritarismo, festejamos. Nossa Senhora de Fátima havia cumprido sua promessa de, através da oração do rosário, livrar o mundo do comunismo. O que ninguém esperava era que, justo na América Latina estivéssemos em problemas tão graves políticos e partidários.
Há, porém, uma esperança de que nós, a partir de 2011, estejamos livres para nos expressar, para educar nossos filhos, para viver nossa fé em um regime democrata, justo, que não trunca a verdade nem a joga para baixo do tapete. Sim, as metáforas de Chico poderão, se Deus quiser, ser dispensadas, pois quem é livre só usa metáfora para exaltar a beleza e expressar o mistério do amor e de Deus amor.
O que fará o milagre? Nossa oração a Nossa Senhora de Fátima, que livrou Portugal e o mundo inteiro do comunismo. Ela “fala português” e vive melhor que ninguém o Evangelho. Ela é Mãe dos homens, é a verdadeira Mãe do Brasil.
Como Nossa Senhora de Fátima e de Aparecida, livra-nos, Mãe, dessa nova ditadura. Livra-nos da mentira. Livra-nos das instituições não confiáveis. Livra-nos de um governo anti-evangélico e manipulador da cultura de morte. Livra-nos, Mãe, dos métodos fascistas. Livra-nos do Comunismo Moderno. Então, as metáforas do Chico servirão para te agradecer, como cristãos, o imenso e inalienável direito à liberdade.


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por Maria Emmir