Atualmente, vêem-se no Brasil e no mundo uma nova onda de manifestações, projetos e outras formas de clamor social reivindicando a legalização do aborto. Um dos argumentos centrais dessa nova onda pró-aborto é que a defesa da vida nascedoura, ou seja, do feto ainda no ventre da mãe, é uma questão de moral e especialmente de moral religiosa. E como a sociedade e o Estado moderno são leigos e seculares, ou seja, não possuem vinculação religiosa, então essa defesa perde quase totalmente o seu poder moral.
FAÇA AQUI A SUA CONSULTA
Mostrando postagens com marcador nascituro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nascituro. Mostrar todas as postagens
sábado, 27 de agosto de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
A dignidade da vida humana
Contra os direitos humanos, a campanha abortista é das mais agressivas
Celebra-se, em todo o Brasil, de 1º a 8 de outubro, a Semana Nacional da Vida. Dia 8 de outubro é Dia do Nascituro. Na Diocese de Jundiaí (SP), a campanha foi lançada neste domingo, dia 30 de setembro. O movimento, iniciado há três anos, tem crescido na busca da conscientização da população sobre a dignidade da vida humana. No Brasil, atualmente, certas ameaças à vida chegam a assustar as consciências e colocam em risco valores inalienáveis. Entre estas ameaças, a mais cruel e desumana é o interesse de algumas correntes ideológicas que pretendem impor ao povo brasileiro leis abortistas, negando às crianças o direito de nascer.
Além desta ameaça, são também desafiantes os seguintes problemas: mentalidade contraceptiva, medo de ter filhos, crise da família, manipulação de células-tronco embrionárias, pouco investimento em saúde pública, fome, violência, narcotráfico, abusos no trânsito, alcoolismo e outros.
Recentemente, o Papa Bento XVI fez veemente apelo ao mundo, demonstrando que o aborto é um dos mais graves atentados contra os direitos humanos. A respeito do assunto, assim se referiu o Santo Padre: “O direito humano fundamental, o pressuposto para todos os outros direitos, é o direito à própria vida. Isto vale para a vida da concepção até o seu fim natural. O aborto, por conseguinte, não pode ser um direito humano – é o seu contrário”.
Contra os direitos humanos, a campanha abortista é das mais agressivas, pois por interesses de grupos internacionais em diminuir a população a qualquer custo, investem altas somas em pseudo-planejamento familiar, destituído de ética e de qualquer senso democrático.
A rejeição do argumento religioso praticada por parte dos abortistas é outro elemento escandalosamente injusto e antidemocrático. A laicidade dos sistemas governamentais é legítima enquanto não seja preconceituosa e excludente. Quanto a isto, leia-se o excelente artigo “Fé, razão e tolerância”, de Carlos A. Di Franco, publicado em O Estado de S. Paulo, dia 24 de setembro. Sem dúvida, é incontestável a afirmação do autor: “O laicismo–militante atual é uma 'ideologia', ou seja, uma cosmovisão – um conjunto global de idéias, fechado em si mesmo –, que pretende ser a 'única verdade' racional, a única digna de ser levada em consideração na cultura, na política, na legislação, no ensino, etc.... Pratica-se, então, o terrorismo ideológico, pelo sistema de atacar os que, no exercício do seu direito democrático, pensam e opinam de modo diferente do deles, acusando-os de serem – só por opinarem de outra maneira – intransigentes, tirânicos, ditatoriais.”
Tentar excluir os que crêem, ou a Igreja como tal, da discussão como tem acontecido no governo brasileiro é totalitarismo e desrespeito à democracia. A Igreja e os cristãos de outros credos –, e também os que não crêem quando lutam em favor da vida –, são a voz dos nascituros que ainda não podem falar, a defesa dos indefesos, a proteção dos agredidos. Quando agem os governos contra o direito de participação dos que opinam a partir da consciência religiosa, fica ameaçada a liberdade. Afirmar que o Estado tem o direito de limitar os nascimentos por qualquer meio denota uma consciência sem senso humanitário e destituída de respeito pelos direitos individuais.
Alicja Grzeskowiak, doutora em Ciências Forenses, Professora de Direito Penal na Universidade de Lublin, na Polônia, escreve: “O Estado que legaliza o direito ao aborto pretende ter o direito de dispor da vida humana e de transmitir tal disposição à mãe da criança concebida e que começou a sua existência. Tal Estado não é mais democrático, porque nele a medida da democracia é o direito de matar alguns grupos de pessoas”.
O dinheiro público precisa ser administrado em favor da vida e não para custear campanhas internacionais ideológicas de redução da natalidade, sem critérios éticos.
A vida humana tem sofrido agressões e ameaças e isto reclama urgentemente nova postura que vise o bem total da pessoa humana.
Dom Gil Antônio Moreira
Bipo da diocese de Jundiaí
Bipo da diocese de Jundiaí
Dia do Nascituro
Em 2005, na 43ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi criada a “Semana Nacional da Vida”. É oportunidade para se refletir sobre o sentido e o valor da vida como dom de Deus. Com isto devemos criar uma mentalidade de respeito e de defesa da dignidade da pessoa humana. A Semana termina celebrando, no dia 08 de outubro, o Dia do Nascituro.
A vida deve ser defendida e preservada desde sua concepção até a morte natural. O dia do nascituro nos desperta para a consciência de que há direitos do ser humano de conservar a sua vida mesmo em estágio intra-uterino. São muitos os ataques e ameaças que os nascituros têm sofrido nos últimos tempos. Por isto vemos razões sérias para a celebração de uma semana voltada para a beleza da vida.
Na realidade hodierna, a morte passou a ser um fato banal, sem importância. É muito mais grave quando ataca vidas indefesas, inocentes e frágeis. Mas celebrar a Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascituro não é somente uma campanha contra o aborto, mas sim uma conscientização sobre o valor da dignidade humana em todos os sentidos. Na verdade é uma redescoberta da beleza da criação divina.
Outubro é o mês da criança e o início da primavera, quando a vida renasce com toda a sua força, trazendo encantamento para toda a criação. A Semana Nacional da Vida, de 1 a 7, quer celebrar tudo isto. Significa não aceitar com naturalidade situações que ameaçam constantemente a existência digna da natureza. Aqui podemos citar o desrespeito à ecologia, a falta de emprego, o descuido com a saúde pública, a violência no trânsito, os descasos com os idosos etc.
O trabalho em prol da vida não pode ficar apenas na celebração de uma Semana Nacional. Temos que investir na vida e na sua qualidade. Para isto estão surgido comissões em defesa da vida, que agem realizando palestras e promovendo eventos de conscientização, combatendo a mentalidade antivida que impera no mundo de hoje. O projeto de Deus não é de morte. A vida tem que estar em primeiro plano.
Está presente na cultura moderna a mentalidade antivida, antinatalina, tendo como argumento o direito de liberdade. Temos que nos dar conta de que a vida está acima do direito de liberdade do outro. A vida deve ser protegida conforme os enunciados pela Constituição Federal. Ali se diz na defesa da pessoa em todas as suas realidades. Então, celebrar o Dia do Nascituro é conscientizar-se contra a legalização do aborto, que afeta frontalmente o projeto da criação e o respeito à nova vida.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de Sao José do Rio Preto (SP)
Bispo de Sao José do Rio Preto (SP)
Assinar:
Postagens (Atom)