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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Juventude caminhando para a santidade

Domingo passado, junto com tantas celebrações que marcaram nossa cidade, pudemos participar por alguns momentos do Dia Mundial da Juventude. Temos alguns momentos durante o ano em que chamamos os jovens para um encontro especial e para manifestar publicamente a fé. Além desse dia, que é uma opção nacional, temos também o Encontro Paroquial ou Diocesano dos jovens no Domingo de Ramos, e ainda as Jornadas Mundiais da Juventude, que são mundiais. A XXIII foi na Austrália, em 2008. A próxima será em Madri, em 2011, e o Brasil se candidatou para a seguinte. Acreditamos que o Rio de Janeiro, além de ter todo o apoio dos governos municipal e estadual, por sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas poderá ser um local em que se fale ao jovem sobre a nova realidade que ele pode construir em meio a tantas propostas e dificuldades. Aliás, nós temos necessidade de um movimento juvenil aqui no Rio de Janeiro. Será uma ótima oportunidade para a evangelização da juventude, em especial daquela que vive nesta cidade maravilhosa.
Além dos trabalhos que realizou com a juventude, também a Igreja no Brasil voltou, com maior ênfase, o seu olhar para esse segmento. Assim acontece todos os anos o Dia Nacional da Juventude. Desde aquele momento, todo último domingo do mês missionário de outubro é dedicado à celebração da juventude e da sua importância como protagonista da sociedade e como primaveril futuro da Igreja que peregrina num mundo contraditório como o nosso.
O jovem, na exuberância de sua idade, tem muito a contribuir com a sua criatividade e com o seu carisma para construir pontes de solidariedade e redes de comunidades, aproveitando o seu jeito peculiar, a sua saúde, a sua jovialidade, a sua interação na busca de viver os valores transcendentes do Evangelho em meio a uma sociedade que quer apagar Deus do centro da história e criar, no ambiente secularizado, o gozo ilimitado e responsável da vida, sem aperceber a presença da graça e da santidade que todos são convidados a viver no seguimento amoroso de Jesus Cristo.
E esse dia é um ótimo momento de unir todos os grupos e espiritualidades que trabalham com a juventude, pois a Igreja é a articuladora de todas as forças vivas que o Espírito Santo vai suscitando no povo! É um ótimo momento de unidade de vida e trabalho dos jovens que caminham em nossas comunidades com os demais jovens da sociedade!
Para este ano, o tema escolhido para o DNJ foi: “Contra o extermínio da juventude, na luta pela vida”, em perfeita sintonia com a Campanha da Fraternidade, quando foi ressaltada a questão da segurança pública, tão premente nos dias violentos e sem respeito à ordem pública em que vivemos. Ligado ao tema do DNJ, está o lema: “Juventude em marcha contra a violência”.
Realmente, a violência que permeia a sociedade como uma grande chaga deve ser revista. Grande parte das mortes violentas são de jovens. Somos chamados a educar nossas crianças e jovens para a cultura da vida, da paz, da solidariedade, da vivência dos valores básicos do Evangelho, quais sejam da misericórdia, do perdão, do trabalho solidário e digno, da consciência de que tudo aquilo que leva à morte e gera a violência está na contramão do que viveu, testemunhou, ensinou e pregou Jesus, o Filho de Deus, que deu a sua vida para resgatar a vida da humanidade pecadora!
A violência e as suas facetas fazem parte da cultura da morte, que é o oposto da cultura que o Evangelho da Vida, da Esperança e da Solidariedade prega. Os jovens, assim afastados das manifestações públicas da cultura da morte, são chamados a atuarem, com consciência, na condução dos destinos de nosso país, particularmente dando testemunho e vivenciando a paz para que a morte e suas companheiras desapareçam.
Nesse sentido, quero ser solidário com tantas mães e pais que perderam seus filhos vítimas da terrível violência urbana. Por que temos a violência na sociedade? Por que esta situação atinge com maior visibilidade a sociedade hodierna? Entendemos que a violência é como um fenômeno multicausal. Portanto, não existe uma solução mágica. Em nenhum lugar imaginamos que, se fizer isto, vai resolver o problema.
A juventude tem um amor muito peculiar a Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas esta adesão deve ser uma adesão pessoal e contagiante. A geração atual dos jovens é a geração cibernética dos relacionamentos virtuais. Tudo isso é positivo quando usado com moderação e prudência, nunca se esquecendo que nenhum elemento da técnica virtual substitui o relacionamento pessoal, a construção de amizades sadias, o compromisso de interessar-se pelo que está em seu entorno, na sua casa, no seu bairro, na sua comunidade, na sua cidade, com olhar crítico denunciando tudo aquilo que gera a violência e faz se estabelecer a cultura da morte e os seus tentáculos.
Queridos jovens, ainda ecoa em nossos corações a convocação do Santo Padre Bento XVI aos jovens brasileiros, em São Paulo, no Estádio do Pacaembu, às portas de abrir a V Conferência do CELAM – “Os anos que vós estais vivendo são os anos que preparam o vosso futuro! O amanhã depende muito de como estais vivendo o hoje da juventude”.
Por isso, celebrando o DNJ de 2009, fomos convidados a lutar pela vida nos opondo à violência e a agir como Discípulos-Missionários de Jesus Cristo. E isso só será possível se nossos jovens forem matriculados na escola de Jesus. É possível ser jovem e ser santo! É possível ser jovem e lutar pela vida! É possível ser jovem e rezar, sem abandonar o justo progresso que o mundo nos oferece. Mas a maior alegria é viver seguindo Jesus, que é o caminho, a verdade e a vida!


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por
CNBB

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