Os preceitos morais podem ser divididos em dois grupos. Há um tipo de preceito que tem um valor absoluto, e diz-se "absoluto" na medida em que qualquer acção que quebre esta lei é intrinsecamente má, independentemente das circunstâncias. Assim, por exemplo, "Não cometerás adultério "(Ex 20,14) tem valor absoluto, de modo que uma pessoa que comete adultério comete um pecado. Outros preceitos morais, entretanto, dependem das circunstâncias. Assim, o preceito: "lave as suas mãos antes de comer", promove a saúde e a educação, mas se, devido às circunstâncias, não for possível lavar as mãos antes de comer, a pessoa é inocente do pecado.
Uma das estratégias do mal, no entanto, é confundir-nos sobre estes dois grupos de preceitos: as leis morais absolutas são reduzidas ao nível de sugestões ou ideias, ao passo que os preceitos circunstanciais são elevados ao estatuto de leis absolutas, fazendo da lei moral um tirano. Assim, quando os discípulos de Jesus são acusados de não lavar as mãos antes de comer, Jesus observa como os seus acusadores encontraram desculpas para evitar honrar os pais (Mt 15,1-20; Mc 7,1-23). Por outras palavras, os que se queixam dos apóstolos não manterem os preceitos não absolutos são culpados de quebrarem preceitos absolutos.
*This text is from Apologia, a product of the Evangelium Project, and is reproduced by the kind permission of the Catholic Truth Society.
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