- A falta de «qualidade de vida» não constitui motivo para provocar a morte de uma pessoa, assegura João Paulo II; pelo contrário, deve conduzir a um trabalho de ajuda e assistência amorosa a quem rodeia o enfermo.
«O valor da vida de um ser humano não pode ser submetido a um juízo de qualidade expresso por outros seres humanos», afirmou este sábado ao receber os 400 participantes de um congresso promovido pela Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos e da Academia Pontifícia para a Vida.
Sobre o valor da vida, acrescentou, «não podem prevalecer considerações sobre a “qualidade da vida”, ditadas com freqüência, na realidade, por pressões de caráter psicológico, social e econômico».
No número 65 de sua carta encíclica «Evangelium vitae» (25 de março de 1995), declara que, por eutanásia, «em sentido verdadeiro e próprio, deve-se entender uma ação ou uma omissão que por sua natureza e na intenção causa a morte, com o fim de eliminar qualquer dor».
«Nenhuma avaliação dos custos pode prevalecer sobre o valor do bem fundamental que se trata de proteger, a vida humana», indicou o Papa.
«Admitir que se pode decidir a vida do ser humano em virtude de um reconhecimento desde o exterior de sua qualidade equivale a reconhecer que se podem atribuir a qualquer pessoa desde o exterior níveis crescentes ou decrescentes de qualidade de vida, e, portanto, de dignidade humana».
Neste caso, sublinhou, se introduzirá «um princípio discriminatório e eugenésico nas relações sociais».
O Papa sublinhou o princípio moral, segundo o qual, «inclusive a simples dúvida de encontrar-se em presença de uma pessoa viva propõe já a obrigação de seu pleno respeito e de abster-se de qualquer ação que busque antecipar sua morte».
Agora, o Papa exigiu que esta defesa do direito fundamental, em particular no caso dos pacientes em estado vegetativo, esteja acompanhada por «ações positivas», em particular, apoiando «as famílias» dos enfermos.
«Não podem ficar sozinhas com sua pesada responsabilidade humana, psicológica e econômica» --declarou--, por isso a sociedade deve disponibilizar recursos para prestar-lhe ajuda.
Nesta ajuda, o Papa recordou o papel decisivo que têm os médicos e os agentes de saúde, assim como os voluntários que ajudam na assistência dos enfermos, «apoio fundamental para fazer que a família saia do isolamento».
A Igreja se sente comprometida pessoalmente na ajuda às famílias dos enfermos, indicou por último, sublinhando a «importância da consulta espiritual e a ajuda pastoral como auxílio para recuperar o significado mais profundo de uma condição aparentemente desesperada».
O tema do Congresso que havia reunido os hóspedes do Papa, celebrado em Roma de 17 a 20 de março, foi «Os tratamentos de apoio vital e o estado vegetativo. Progressos científicos e dilemas éticos».
«O valor da vida de um ser humano não pode ser submetido a um juízo de qualidade expresso por outros seres humanos», afirmou este sábado ao receber os 400 participantes de um congresso promovido pela Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos e da Academia Pontifícia para a Vida.
Sobre o valor da vida, acrescentou, «não podem prevalecer considerações sobre a “qualidade da vida”, ditadas com freqüência, na realidade, por pressões de caráter psicológico, social e econômico».
No número 65 de sua carta encíclica «Evangelium vitae» (25 de março de 1995), declara que, por eutanásia, «em sentido verdadeiro e próprio, deve-se entender uma ação ou uma omissão que por sua natureza e na intenção causa a morte, com o fim de eliminar qualquer dor».
«Nenhuma avaliação dos custos pode prevalecer sobre o valor do bem fundamental que se trata de proteger, a vida humana», indicou o Papa.
«Admitir que se pode decidir a vida do ser humano em virtude de um reconhecimento desde o exterior de sua qualidade equivale a reconhecer que se podem atribuir a qualquer pessoa desde o exterior níveis crescentes ou decrescentes de qualidade de vida, e, portanto, de dignidade humana».
Neste caso, sublinhou, se introduzirá «um princípio discriminatório e eugenésico nas relações sociais».
O Papa sublinhou o princípio moral, segundo o qual, «inclusive a simples dúvida de encontrar-se em presença de uma pessoa viva propõe já a obrigação de seu pleno respeito e de abster-se de qualquer ação que busque antecipar sua morte».
Agora, o Papa exigiu que esta defesa do direito fundamental, em particular no caso dos pacientes em estado vegetativo, esteja acompanhada por «ações positivas», em particular, apoiando «as famílias» dos enfermos.
«Não podem ficar sozinhas com sua pesada responsabilidade humana, psicológica e econômica» --declarou--, por isso a sociedade deve disponibilizar recursos para prestar-lhe ajuda.
Nesta ajuda, o Papa recordou o papel decisivo que têm os médicos e os agentes de saúde, assim como os voluntários que ajudam na assistência dos enfermos, «apoio fundamental para fazer que a família saia do isolamento».
A Igreja se sente comprometida pessoalmente na ajuda às famílias dos enfermos, indicou por último, sublinhando a «importância da consulta espiritual e a ajuda pastoral como auxílio para recuperar o significado mais profundo de uma condição aparentemente desesperada».
O tema do Congresso que havia reunido os hóspedes do Papa, celebrado em Roma de 17 a 20 de março, foi «Os tratamentos de apoio vital e o estado vegetativo. Progressos científicos e dilemas éticos».
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