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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Seis filhos??? SIM!!!

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Eleonora Ximenes
Comunidade Católica Shalom
 Meu nome é Eleonôra, sou casada com o Ximenes, somos noviços na Comunidade Católica Shalom, temos seis filhos e uma história do amor de Deus em nossas vidas. Quero começar este testemunho com a frase que veio do coração de Deus pela boca de um grande santo chamado João Paulo II: “O gravíssimo dever de transmitir a vida humana, pela qual os esposos são os colaboradores livres e responsáveis de Deus Criador, foi sempre para eles fonte de grandes alegrias, se bem que, algumas vezes, acompanhadas de não poucas dificuldades e angústias.” (Humanae Vitae).
 Quando nos casamos planejamos ter somente dois filhos, pois era muito mais fácil criar e nossas condições financeiras eram poucas. Tínhamos também em nossa mente que casamento só duraria as mil maravilhas até o sétimo ano, pois todo mundo fala na “crise dos sete anos”.
 A nossa primeira filha nasceu em 1985 e logicamente espacei a próxima gravidez com uso de anticoncepcionais, preservativos e em seguida o DIU (Dispositivo Intra-Uterino), o qual não funcionou e acabei engravidando. Comecei a sentir muitas dores e acabei descobrindo através de uma ultra-sonografia que o DIU havia se deslocado para o colo do útero o que causou sangramentos até que tive que submeter-me a uma cirurgia para a retirada do DIU sabendo que o bebê que estava em meu ventre poderia morrer. Sem perceber que o Senhor já colocava sua mão poderosa sobre mim, os médicos retiraram o DIU e minha gravidez prosseguiu na mais santa paz.
 Foi em 1988 que nasceu nosso único filho do sexo masculino, com muita saúde e trazendo para nós muita alegria.
 A partir daí já se aproximava o famoso tempo da “crise dos sete anos de casados” e já nos preparávamos para uma possível separação, pois brigávamos por tudo. Dizíamos: “É incompatibilidade de gênios.” Só que sutilmente o Senhor nos fez um convite maravilhoso para fazermos um tal de Seminário de Vida no Espírito Santo através de uma dentista, uma amiga chamada de Nizinha (grande presente de Deus em nossas vidas). O Senhor nos renovou e fez cair por terra todos esses conceitos de que temos planejamento e idéias formadas de quantos filhos teremos ou só seremos felizes até os sete anos...
 É Deus quem nos guia, é Ele quem nos leva para as águas refrescantes, é Ele quem põe sua mão poderosa sobre nós e nos faz reconhecermos que casamos para fazermos o outro feliz.
 A partir do Seminário de Vida no Espírito Santo o Senhor foi mostrando que a sua vontade para a nossa vida foi que tivéssemos mais filhos. Sempre comentávamos sobre nossos pais que tiveram muitos filhos e quando víamos aqueles filhos todos reunidos sempre era uma grande alegria.
 Nos abrimos para um terceiro filho, que foi uma menina à qual demos o nome de Talita (levanta-te e anda!). Nessa época D. Guido nos ensinou a sermos devotos da beata Gianna Beretta Molla. Quando os médicos saíram da sala de cirurgia e foram me visitar no leito, comentaram que a minha decisão de não ligar as trompas (já era a terceira cesárea) era um a decisão arriscada, pois meu útero estava muito fino e uma próxima gravidez poderia gerar uma ruptura uterina que seria fatal para a mãe e para o bebê. Com todo respeito aos médicos, preferi entregar a minha vida ao Senhor através da eucaristia diária.
 Mesmo porque tive provas de que Deus estava totalmente ao nosso lado, pois no quarto mês desta gravidez fui para um retiro do meu grupo de oração (Filhos de Javé) e lá tomei sorvete na mesma colher de duas irmãs que estavam com rubéola e ainda não sabiam. Quando saiu o resultado dos exames delas, a minha mãe rezou por mim e disse que Maria, a mãe de Jesus, estava a interceder por mim e que eu precisava ser fiel na Santa Missa e precisava recitar todos os dias o “MAGNIFICAT” (Lc 1). Assim fiz e pedi para Maria que me desse um “sinal” na sala de parto que minha filha nasceria sem nenhuma seqüela.
 Ainda na sala de parto, a pediatra veio com minha filha e mostrou um pedacinho de carne na ponta de sua orelha e disse: “Eleonôra, tem um “sinal” na orelhinha dela, você quer que tire?”. Imediatamente veio em meu coração que era literalmente o sinal que havia pedido a Nossa Senhora. Então falei: “Não, pode deixar porque esse sinal tem uma história e quando ela crescer e entender ficará livre para tirar ou deixar esse brinquinho em sua orelha”. Hoje Talita tem dez anos, é saudável e conhece sua história.
 Na quarta filha, conseqüentemente quarta cesárea, começaram a surgir às cobranças da ligadura de trompas, gravidez de risco, deixar quatro filhos pequenos, etc..., mas nosso coração estava firme no propósito de Deus para nós. Na sala de cirurgia a anestesista indagou: “Doutor, como o útero dela não se rompeu se está dando para ver os cabelinhos da criança?”, e o médico que havia passado os nove meses dizendo que eu iria morrer, que isso era loucura (a sabedoria de Deus é loucura para os homens), respondeu: “ A Eleonôra é a paciente que te falei que é do Shalom... isso, com certeza, é o povo rezando por ela”. Essas palavras foram sinal de Deus para minha vocação para mais uma vez o meu sim.
 Quando fiquei grávida da quinta filha o médico olhou para mim em seu consultório e disse: “Pode procurar outro médico porque eu não vou acompanha-la, não tenho coragem. Essa gravidez é de grande risco. Sei como está o seu útero... essa gravidez é loucura!” Eu gosto demais desse médico e naquele momento chorei muito e pedi para ele me acompanhar, pois confiava no seu profissionalismo, então ele aceitou.
 Ele sempre dizia que só assim a fé dele aumentava, pois tinha que pedir muita luz a Deus para acompanhar minha gravidez. Nesse tempo fiquei muito abalada, pois as pessoas olhavam para mim com muita pena e todos da família me aconselhavam a ligar as trompas. Fui, então, aos poucos aceitando esta idéia, até que resolvi me afastar do meu grupo de oração como uma forma de fugir daqueles que não concordavam com minha decisão. Minha filha nasceu com uma insuficiência respiratória e foi direto para a UTI, nem sequer a vi quando nasceu. Logo que saí do centro cirúrgico, senti-me profundamente arrependida por ter ligado. Passei nove dias com minha filha na UTI. Todos os dias seu quadro piorava.
 Dentro da UTI encontrei uma enfermeira chamada Patrícia (filha do Fidelis e da Margarida), anjo de Deus. No sétimo dia um casal do Shalom levou o Pe. Teles para batizar nossa filhinha. Quando o Pe. Entrou na UTI viu minha filha com uma coroa de fralda na cabeça e cheia de agulhas, seus bracinhos abertos e amarrados, em cada lado havia uma agulha com a medicação devida. Suas perninhas estavam uma sobre a outra amarrada com fralda, e em seus pés também havia agulhas... O Pe. Teles exclamou: “É o próprio Cristo!”.
 Logo após o batismo, Tâmina teve uma melhora impressionante; saímos do hospital dois dias depois. Mas meu coração doía por ter desobedecido a Deus. Quando via alguém com um recém-nascido, sentia que minha missão de mãe não deveria se encerrar na quinta cesárea. Eu havia barrado a graça de Deus.
 Num dia em que estava sentindo essa grande dor, diante do santíssimo, prostrei-me e pedi que Ele reparasse meu pecado, que tivesse misericórdia de mim. Pedi que o Senhor me mandasse o tanto de crianças que necessitasse de mãe e podia deixar na minha porta que eu criaria como se fossem filhos das minhas entranhas. Vinte dias depois desse momento fui ao ultra-sonografista que sempre me acompanhou, pois estava sentindo dores na bexiga. Esse médico sabia que eu fizera ligadura e, com muita surpresa, deu-me a notícia de uma nova gravidez.
 Nesse momento o Senhor mostrou-me que havia acolhido meu pedido. A nossa alegria foi imensa! Sabíamos que Deus estava disposto a dar continuidade ao seu plano de amor e misericórdia.
 No quinto mês de gravidez perdi meu anjinho. Compreendo que Deus o levou para que houvesse um intercessor no céu por nossa família. Poucos meses depois fiquei grávida novamente, mudei de médico e houve indicação para repouso absoluto a partir do quarto mês. Foram quatro meses em que, deitada, o Senhor me amou através dos irmãos. Como são importantes nossos irmãos! Apesar de todas as dores que sentia, Deus me dava uma alegria constante. Um grupo de oração em peso deixou de comer doce em oferta por mim, uma doçura de irmã me ensinou a fazer ponto de cruz e me visitava todos os dias; outra querida saía do outro lado da cidade para estar comigo. À noite inteira ficava sem dormir, sentindo dores. Mas ofertava isso ao Senhor pelos que sofrem porque não conhecem a Ele, pela salvação de seu povo. Mesmo sem sair de casa evangelizava através da rádio Assunção, no programa “Sala de Estar”, através de pessoas que me visitaram com problemas sérios, até de separação. O Senhor derramou graças abundantes na nossa família.
 Nossa filha Taís Maria nasceu com sete meses e meio, saudável. Não foi sequer para a incubadora.
 Na sala de cirurgia uma enfermeira dizia para um médico, que é muito famoso e estava acompanhando meu caso a convite de minha santa médica Regina Coeli: “Doutor, convença a Eleonôra a ligar, pois é a sexta cesárea”, ele respondeu: “Eu não, o útero dela está perfeito, grosso, dá para ter mais três filhos sem nenhum problema!”.
Bendito é o nome do Senhor que faz benditas todas as coisas!


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por
Comunidade Católica Shalom

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