FAÇA AQUI A SUA CONSULTA

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Morte de seres humanos inocentes: o aborto




- Roger Pereira Valim
Médico pediatra e neonatologista
Missionário da Com. Católica Shalom


O aborto tem assumido lugar de destaque nas discussões legais e políticas sobre o valor da vida humana. O que veremos é que muitas vezes estas discussões seguem uma linha parcial, com cunho eminentemente passional, sem espaço para uma séria reflexão científica e racional, que a gravidade do assunto exige.
O aborto espontâneo, ou seja, a perda não provocada de um filho na gravidez é uma fatalidade que a medicina empenha-se por evitar. Aquelas famílias que já passaram por isto sabem a dor da morte daquele pequenino ser humano.
Diferentemente o aborto provocado ou induzido é intencional e consiste na retirada do filho do útero materno com a intenção de matá-lo. Os termos como “eliminação do embrião”, ou “interrupção da gravidez” são expressões que não revelam claramente o fato acontecido: a morte intencional de um ser humano inocente e indefeso.
Podemos então nos perguntar: Será que existe alguma justificativa plausível para esta terrível prática? Numa sociedade que se diz civilizada como explicar a condenação à morte de um ser humano sabidamente inocente e sem direito de defesa? Quem pode se proclamar com o direito de matar um ser humano inocente?
Embora a vida do pequeno ser humano esteja em grave risco, nas discussões o que menos se fala é dela e do seu valor inestimável. A discussão parece girar em torno da destruição ou não de um objeto, uma coisa, enquanto a verdadeira pauta é: mata-se ou não um ser humano. Para se aprovar o aborto, tenta-se, a muito custo, fazer com que a sociedade não enxergue aquele ser humano vivo dentro do útero. Tenta-se suprimir toda beleza das imagens e sons fetais. Tenta-se emudecer ou distorcer o conhecimento científico sobre o início da vida.
Cada ser humano, pelo simples fato de existir, já deve ser integralmente respeitado. A nossa dignidade é intrínseca. Isto nos garante que, independente do que fazemos ou tenhamos, de estarmos sadios ou doentes, conscientes ou em coma, de sermos analfabetos ou doutores, de estarmos na fase embrionária ou adulta, continuaremos sempre sendo pessoas dignas de respeito e consideração. As coisas é que são valorizadas e classificadas pela utilidade. Discriminar um ser humano e diminuir sua dignidade, com quaisquer bases biológicas, fisiológicas, econômicas, culturais é algo inaceitável.
Estes valores devem ser considerados como “pétreos” da existência humana. São verdades absolutas que protegem a vida humana. Configuram-se como pilares do genuíno progresso humano. O aborto intencional nega estes valores e verdades. O aborto é um ato injusto e mal pois agride e destrói a vida humana inocente e indefesa, assim como o terrorismo, a pedofilia e a violência sexual.


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
por
Revista Shalom Maná - Ed. Shalom

Nenhum comentário:

Postar um comentário