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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Num aperto de mãos o valor da vida

Um fotógrafo que fez a cobertura de uma intervenção cirúrgica para corrigir um problema de espinha bífida realizada no interior do útero materno num feto de apenas 21 semanas de gestação, numa autêntica proeza médica, nunca imaginou que a sua máquina fotográfica registraria talvez o mais eloquente grito a favor da vida conhecido até hoje.
Havia três anos que Julie e Alex Armas tentavam ter um filho. Finalmente, Julie, com 27 anos de idade, depois de sofrer dois abortos, estava grávida novamente.
O desejo de ter uma criança "perfeita" – sonho de todo casal – foi derrubado na 14ª semana de gravidez, quando um exame de ultrasom acusou certa anomalia na espinha dorsal do feto, o que ocorre aproximadamente uma vez em cada mil nascimentos.
Segundo informações médicas, a maioria dos pais escolhe interromper esse tipo de gravidez, já que optam por não trazer ao mundo uma criança "imperfeita". No entanto, Julie e Alex optaram pelo risco da cirurgia alegando: “Nós acreditamos que a vida sempre começa na concepção e decidimos acolher o bebê como sendo aquele que Deus escolheu para nós”.
Enquanto Paul Harris cobria, na Universidade de Vanderbilt, em Nashville, Tennessee, Estados Unidos, o que considerou uma das boas notícias no desenvolvimento deste tipo de cirurgias, captou o momento em que o bebê tirou a sua mão pequenina do interior do útero da mãe, tentando segurar um dos dedos do médico que o estava operando.
A foto espetacular foi publicada por vários jornais dos Estados Unidos e a sua repercussão cruzou o mundo até chegar à Irlanda, onde se tornou uma das mais fortes bandeiras contra a legalização do aborto.
A pequena mão que comoveu o mundo pertence a Samuel Alexander que, no dia na foto tinha cerca de quatro meses de gestação.
Vale ressaltar que bebês desta idade podem legalmente ser abortados na maioria dos países.
Quando pensamos bem nisto, a foto é ainda mais eloquente. A vida do bebê está literalmente presa por um fio. Os especialistas sabiam que não conseguiriam mantê-lo vivo fora do útero materno e que deveriam tratá-lo lá dentro, corrigindo a anomalia fatal e voltar a fechar o útero para que o bebê continuasse o seu crescimento normalmente.
Samuel nasceu através de uma operação cesárea em 2 de dezembro de 1999, quase um mês antes do previsto, um pouco abaixo do peso, como era de se esperar, mas em perfeito estado de saúde, apesar das naturais sequelas de seu problema, especialmente uma certa rigidez nas pernas. Dois meses e meio depois de seu milagroso nascimento, o pequeno Samuel iniciou um árduo programa de reabilitação destinado a completar o êxito da operação intra-uterina praticada quando tinha apenas 21 semanas de gestação.


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por
Revista Shalom Maná - Ed. Shalom

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